A RAPIDEZ DO MUNDO

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Leia ouvindo: Agridoce – 130 anos 

A sensação respeito do tempo é que ele anda passando rápido demais.

As notícias antigas ainda estão tão frescas na memória que é fácil sentir, poder voltar ao passado e reviver momentos. O passar das estações é muito rápido, pouco vivemos das delícias de vários dias em páginas em branco e tudo o que sabemos é que outros doze meses em branco estão pela frente, encarando nos olhos com aquele sorriso maroto de quem tem a certeza de planos incertos pela frente.

No passar das primaveras aprendi tanto. Cultivamos histórias. Com amores antigos, compartilhamentos de experiências com pessoas novas e a pragmática de seres que de tão evoluídos não passam de excremento do bicho mais fétido da Via Láctea.

Fotografia: Juliana Manzato

Isso tudo foi aprendizado para valorizar das amizade superficiais a profundas esperança de convívios que me foram arrancadas como pragas em um jardim de gente rica.

Amei e talvez tenha sido amada, mas infelizmente ninguém colocou na frente do meu espelho para que eu realmente prestasse atenção.

Pulei de galho em galho, de vinho em vinho. Desfiz uma sociedade, perdi uma amizade. Desisti do profissional e depois mergulhei com uma intensidade para comprometer meu tempo e resgatar meus valores.

Valores de menina, valores de mulher. Como pode o trabalho e a rotina nos levar de volta a quem somos. Eu, já sei que sou essa bagunça toda que não é fácil de compreender e muito menos de imaginar.

Essa coisa líquida e sólida. Polida e desgarrada de tempo e de vento.
Aprendi muito no passar das estações. Chorei muito com a finalidade de aprendizado. Mas agora acho que já posso ser feliz.

Para isso vou precisar deixar para trás algumas muletas vestidas com beijos sem promessas e com cobranças de posicionamento.

Quem sabe o que as próximas primaveras guardam? Vamos esperar pelas chuvas torrenciais e quem sabe assim o vento do norte sopre mais uma vez, tudo mude e a gente possa ser feliz.

Luiza Pellicani

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
Luiza Pellicani

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