Algumas coisas simplesmente permanecem

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Amarello Amor from AMARELLO on Vimeo.

O video antigo e apaixonante da Carolina Ferraz falando sobre o amor foi visto e revisto por mim milhares de vezes. Volta e meia eu volto a vê-lo e busco nas doces palavras alguma resposta sobre o amor.

Logo eu, apaixonada por esse sentimento bonito, forte, sincero e por vezes decepcionante. Quem vive sem amor, Carolina? Pois é, ninguém.

Fica difícil escrever sobre o amor quando tudo já foi dito. Sobre amores vividos, sofridos e amados.

Amor.

Um caminho sem volta, com outros caminhos também sem volta e cheio de atalhos perigosos, algumas bengalas emocionais e uma única certeza, vai valer a pena. Porque tanta certeza? Porque além do amor, somos movidos pela esperança do “vai dar certo”. Uma esperança bonita e cheia de vida, que fica ali dentro do coração e volta a cada pancada que levamos. Essa “esperança” é que faz a gente suportar quase tudo, porque existem aquelas coisas que enlouquecem mesmo. Tiram o rumo, o chão, a direção, o ar.

Amor.

Amor a gente vive e recorda. E como recorda. Pode ser numa quinta-feira como bem disse Carolina, mas geralmente essas recordações vem no quarto já escuro, quando colocamos a cabeça no travesseiro e ali, olhamos para a vida. Como diria Lulu, tem dias que a gente olha para si e se pergunta se é mesmo isso ai que a gente achou que ia ser. E de repente aquele amor bonito virou lembrança, virou uma referência afetiva foda pra caralho. Não é um amor bem resolvido, se é que existe algum amor bem resolvido, não é um amor inacabado, ele é contínuo. Não é como a gente achou que ia ser, é melhor. Virou saudade porque simplesmente tinha que virar. Saudade é sinal que a gente viveu. Tenho para mim, que referências afetivas assim parecem chuva. E que chuva, voltam para a vida quando a gente menos imagina e conviver com isso, é… inevitável.  Até faz algum sentido aquela história de aprender a dançar na chuva.

{ Imagem: reprodução } 

Amor.

“Não importam os anos, algumas coisas simplesmente permanecem.” Sim, elas ficam. Ficam ali para serem descobertas e mostrarem que valeu ou valerá à pena, afinal estamos falando de amor. E se é amor, vale sempre a pena. Vale a pena correr atrás, vale a pena esperar, vale à pena perdoar, vale à pena amar, e amar, e amar de novo. Vale à pena relembrar, chorar, sofrer, sorrir, passar uma tarde de domingo ou só um abraço. O amor ainda vale à pena!

Amor é amor. Que a gente se jogue sem medo. Que tente de novo sem medo. Que novas chances apareçam e que apesar das inúmeras pancadas o nosso coração jamais canse de tentar. Porque alguém muito sábio disse: nada é, tudo está. Agarre oportunidades sem medo. Simplifique. Siga em frente. Sempre vale à pena.

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