Aquelas meias sete-oitavos…

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{ Imagem: reprodução } 

Já escrevi sobre meias sete-oitavos uma vez, e elas voltaram. Voltaram porque o mundo parece estar um pouco perdido com os vestidos colados e a polpa de bunda aparecendo.

Sensualidade deixou de ser bonito para virar um item de série. Precisa ser curto, decotado e colado, claro que para aumentar a desgraça, ao mesmo tempo (leia-se look). São nessas horas que eu gostaria de saber, cadê a porra do bom senso?

É, acho que eu devo ser muito quadrada para um mundo completamente redondo. Não me encontro mais como mulher que sou e pelos valores que tenho. Continuo achando que perdemos a noção do que é realmente ser mulher, e arrisco dizer que os homens também. Não sabemos amar! Construímos muros, fechamos portas e colocamos cadeados no coração. “Nenhum homem vai se aproximar de novo”, “Cupido, saia daqui! Você errou mais uma vez”, “Não quero mais relacionamento” ou a típica “Não quero nada sério”.

Quem ai tem medo de viver? Todo mundo.
Quem ai fala de amor, mas na verdade não sabe amar? Uma – grande – maioria.

Amor, medo, contradições…. Cadê a mulher para simplificar isso? Se valorizar? Parar com essa história de bundas e peitos à mostra?! Coloca silicone, vai para academia, faz plástica, se torna uma boneca, um objeto sexual e nada mais. Tudo para “mostrar” aquilo que é, ou o que tem. Mas e ser? Será que realmente estamos preocupadas em ser mulher?

Esbarro no meu antigo texto e concordo novamente com os homens em algumas coisas. Pra quê conquistar alguém que não quer ser conquistada? Que não gosta de ganhar flores porque elas morrem? Que quando ganham qualquer mimo (seja ele de chocolate), dizem que estão gordas? Para quê conquistar uma mulher que prefere andar de camaro amarelo ao invés de optar pelo bom papo e andar sem rumo à pé pela rua, porque a conversa é boa?

As mulheres andam tão preocupadas com dinheiro, que esquecem que dignidade e amor próprio não se compra e nem deve ser vendida/trocada por simples garrafas de bebidas na balada.

É muita gente falando de amor e poucas amando de verdade. É muita mulher confundindo sensualidade com vulgaridade. É muita bunda para pouco pano. É muita mentira para quem quer ser alguém de verdade. É muita burrice para um sábado à noite. É pouco papo para muita pegação. É muita mulher mal resolvida tentando amadurecer da pior forma possível, sem um pingo de amor próprio.

Quer fazer um bem para a humanidade? Se torne mulher. Mulher de verdade, sem se esconder atrás de uma casca grossa, do deslumbre dos sábados à noite, da pegação da balada, de ser mais uma entre tantas. Vai se divertir, ser feliz, se transformar num mulherão de parar qualquer avenida através da sua personalidade. Cause admiração, não má impressão.

Continuo torcendo por um mundo sem muros, com novas rotas, sem complicação, com mais chocolates, flores, jantares, conquista, gentileza, AMOR e claro, meias sete-oitados (usadas por mulheres especiais, para homens especiais). Acredite, o resto provavelmente é bobagem.




2 Comentários

  1. cheapcestchic Diz

    Muita bunda para pouco pano, muita burrice no sábado à noite, e falta de gente que está disposta a andar pela rua a pé só pelo papo ser bom. Cai sem querer aqui no seu blog e gostei. Visitarei mais (: E eu apoio a volta das meias 7/8 pelas mulheres que sabem usá-las com sabedoria.
    Beijos

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