Aqueles 20 e poucos anos

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Sempre achei que idade não significava nada sem a tal da “maturidade” adquirida com o passar do tempo e de algumas pancadas que a vida faz questão de dar.

20 e poucos anos é aquela “idade” que a gente jamais gostaria de sair. Festa, gente, pele bonita, hormônios à flor da pele, sexo, bebidas, diversão garantida e aquele fôlego, que só os mais jovens conseguem ter. Uma fase de escolhas fúteis e superficiais, que na maioria das vezes, a única preocupação é ter um salário para garantir a agenda de “eventos”. Puta fase maravilhosa da vida! Convenhamos.  

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Logo que cheguei nela, ouvi do meu pai um sonoro “Já, já passa” e de repente me vi numa vida adulta. Sem fôlego e vontade de fazer da minha vida, a festa do Caqui. Depois de um tempo, a gente dá a mão para a prioridade e começa a viver aquela vida que realmente vale a pena, que nem sempre envolve festas até altas horas, uma noite de sexo e diversão garantida com open bar de vodka batizada. 

É a vida te dando chacoalhões e exigindo que você cresça. 
Não nego que os “20 e poucos anos” são bons. Com histórias incríveis para contar para os netos, mas existe aquela chavinha que hora ou outra vai ligar: maturidade. Para cada um ela chega num tempo diferente, mas ela inevitavelmente chega e dai meu amigo, a vida dá aquela virada maravilhosa de 180 graus, sem te pedir permissão.
Enquanto “esse giro” não chega, nos acomodamos na melhor idade, os “20 e poucos”. Não importa a sua idade real, 25, 30, 35 ou 40 anos, se aconchegar nessa fase maravilhosa da vida, às vezes é a saída. E talvez seja esse o real motivo pela quantidade de homens, e mulheres também, que demoram um tanto para amadurecer e assumirem algumas responsabilidades. 
Ando assustada com a quantidade de homens acima dos 30 que ainda ficam presos aos “20 e poucos anos”. Peter Pan explica bem isso e talvez a consciência pela vida adulta realmente demore para aparecer. Mulheres amadurecem e escolhem um pouco mais cedo o caminho do “juízo”, imposto pela sociedade, claro. 
Temos garotões no corpo de Homens barbudos que querem aproveitar a vida adoidado, e sua maioria com escolhas sempre tão fúteis e superficiais. Talvez as únicas acertivas devam ser a tal da pós-graduação ou a compra de um apartamento, o resto, é bobagem. 
Volto ao mesmo susto por conhecer vários trintões com essa sindrome da “boa idade”. Esses garotos, ainda julgam uma mulher pelo tempo que demoram para levar até a cama, continuam achando um máximo baladas de quinta à domingo, não conseguiram tomar coragem de sair da casa dos pais, ainda acham que bunda grande é uma qualidade e que ter um puta carro, faz dele “o” cara.

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Garotões, não existe mais essa de julgar uma mulher pela demora/rapidez com que vai para a cama, julgamento saiu de moda, falar para os amigos que pegou sem ter pego, também. Balada de quinta à domingo não tem necessidade depois de certa idade. Deixem os pobres meninos de 20 e poucos anos viverem isso em paz! Sem tiozões na balada, pelo bem da nova juventude.

Depois de certa idade também é de bom tom sair da casa dos pais e tomar o próprio rumo. Sem falsas liberdades e barra da saia da mamãe! Bunda grande não é qualidade. Peitos, idem. Se preocupem em saber o nome certo da moça e a tratem com gentileza, se ela for uma “qualquer”,  você vai saber e se for de qualidade… também!

E de uma vez por todas, ter um puta carro, não faz de você cara melhor ou pior. Se preocupe com o conteúdo, em escrever com os menores erros de português possíveis, em ser gentil, gente boa, sem qualquer “pagação”, pelo amor de Deus!

Na boa, viva os 20 e poucos anos na época dos… 20 e poucos anos, porque festa boa tem algumas, depois, tudo vira mesmice. A vida é bem mais que isso!

3 Comentários

  1. Anonymous Diz

    Falou e disse 🙂

  2. Anonymous Diz

    Adorei o texto, de verdade! É engraçado pensar que cai em seu site por acaso, pois sei que na verdade voce ja teve uma certa raiva de mim (e entendo o porque). Nao sei se vai lembrar, pois foi ha uns 2 anos atras acho.. Mas de qualquer forma resolvi deixar uma marca de paz, e parabeniza-la por este e pelos outros textos tambem!
    🙂

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