Baús emocionais

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Imagem: reprodução

Mudei de casa mas levei comigo a cortina velha, a mobília surrada e uma porção de lembranças. Acabei trocando a cortina e a mobília. Algumas lembranças eu guardei em um velho baú e enterrei na frieza do inverno, para quem sabe um dia – distante – alguém o encontrar, e acabar rindo das bobagens e chorando com certas profundidades. Errei.

Descobri que carregar certas coisas pela vida pode fazer dela muito pesada e que insistir em ficar relembrando pode me impedir de construir novas memórias. A gente não esquece de como foi tocado no passado se não nos permitimos ser tocados no presente. As coisas novas merecem  lugar na vida da gente, basta ter em mente que existem coisas/pessoas que foram feitas para permanecer enquanto outras simplesmente não.
Aprendi que devemos e podemos cometer erros, aprender com os mesmos, mas prestar atenção para não repetí-los.  Eu sei que mesmo enterrando e procurando esquecer, existem aquelas que não somem, como aquela música velha que faz tudo parar quando começa a tocar, e por mais que você aprenda a gostar de outras esta vai sempre fazer parte da tua história. 
O modo como você lida com cada lembrança é que faz a diferença, não tem que ser um martírio ter na mente um passado, e as coisas ruins não devem refletir no seu presente e nem no futuro que almejas. 
Enterre as coisas nosenses, deixe que o bonito e realmente importante permaneçam. Desenterrei meu baú, tenho sede de coisas novas e boas, mas vou guardá-las junto com as coisas lindas que já tenho. As estações mudam, você muda, as lembranças mudam. Nessa ordem.
Vem, primavera – verão!

2 Comentários

  1. TodaBeleza Diz

    Adorei o seu texto e compartilhei no meu perfil.
    Bom final de semana.
    Bjs :*
    Paula

    1. Danielly Santos Diz

      Ei, muito obrigada!
      compartilhe mesmo.. espalha aí pelo mundo. Agradecida.
      beijo
      Dani

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