Carta aberta para a minha mãe

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É mãe. É praticamente impossível escrever ou falar qualquer coisa para você sem que meus olhos se encham de lágrimas, porque o tamanho do meu amor por você vai além de tudo.

Sabe mãe, eu sei que vou ser sua eterna menininha. Aquela que desde pequena você sempre acolheu, cuidou, olhou e zelou. Tudo que sou hoje, devo à você. Aliás, à você e à vovó! Formamos um trio e tanto. É por vocês e por mais ninguém que eu cheguei onde cheguei. Foi a torcida, as orações, a devoção à Nossa Senhora e com certeza o fato de vocês me abençoarem todas as noites, mesmo por telefone ou em pensamento, me fez ser forte aqui – longe. Eu acordo todos os dias por vocês!

Falando em orações, Deus… aprendi desde cedo que ele me deu de presente para você, mas ultimamente ando percebendo que quem ganhou o maior presente de todos, fui eu. Não podia existir mãe no mundo melhor que a minha. E como eu agradeço ele por isso. A Fé sempre esteve presente no nosso lar, através das orações, dos terços, da fé que já moveu inúmeras montanhas nas nossas vidas. Se hoje eu tenho a fé que tenho, essa que eu carrego no peito com o maior orgulho, é por causa de você.

Além da fé, aprendi muito com você sobre amor. Também não podia ser diferente, você sempre acreditou muito nesse sentimento e o maior amor que existe no mundo é o nosso. Obrigada mãe, por me amar todos os dias.

Sabe mãe, você sempre foi conhecida pelo seu jeito doce, calmo e tranquilo. Logo você, essa doçura em pessoa, foi ter uma filha “porreta”. Geniosa, turrona, cabeça dura… tão diferente de você, né? Mas isso nunca foi problema para você. Com o seu jeito, você foi transformando o meu. Continuo sendo bem difícil, mas aprendi a ter o seu “jeitin”. Aprendi com você a ser como a água, que não “bate” de frente com os obstáculos, faz apenas o contorno e segue seu rumo. Como você mesma diz, nem sempre temos tudo que queremos, mas precisamos amar aquilo que temos. Ah, “mã”… Se eu pudesse voltaria no tempo e colocaria em prática todos os conselhos que me deu. Teria evitado tantas noites em claro, tantos erros e teria aprendido pelo caminho do amor, e não da dor. Mas nem sempre a vida é justa.

Paciência é uma virtude para poucos, e você está entre eles. Queria fazer um intensivo no quesito paciência com você, pena que a minha agitação não permite isso. Aliás, eu até tento, mas você teve uma filha agitada demais, ansiosa demais, com imaginação demais. Como o seu Zé mesmo disse, “A Ju não precisa de ninguém para colocar caraminhola na cabeça dela, ela faz isso sozinha.” Pois é, mãe. Nesse sentido não consegui ser tão inteligente como você.

Como você mesmo diz mãe, Deus tem mesmo muito planos para nós, e eu não tenho como duvidar disso. A cada dia que passa ele prova mais isso. Independente de quantos perrengues vamos passar juntas, ou quantas montanhas vamos ter que subir, você é o meu apoio e eu sou o seu. Não importa se vamos chorar hoje, amanhã e depois, vamos chorar juntas, até porque depois do choro vem o sorriso. Podemos até perder uma batalha, mas nunca vamos perder a guerra, porque nós estamos juntas. E juntas nos somos imbatíveis.

Obrigada mãe, pelo ombro amigo, coração caloroso e braços abertos de sempre. Se existir algo maior que o amor, pode ter certeza que é o que eu sinto por você. Além do amor-nosso-de-cada-dia, eu tenho um sentimento imenso de gratidão por você. Porque é preciso ter muita grandeza para amar um filho do jeito que você me amar.

Obrigada! Obrigada mesmo, por tudo!

Te amo por toda a eternidade e além dela.

Ju

1 comentário

  1. Ana Paula Diz

    Que lindo! Me emocionei!

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