De quantos enganos a gente pode viver?

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E de tudo que deu errado você é o que eu menos achei que fosse dar certo.

Sentia. Só sentia.
Uma voz dentro de mim dizia claramente: “isso não vai dar certo, ainda não está no tempo”. Acho que a razão estava tentando avisar o meu coração.
Você conseguia tocar a minha pele e me causar as melhores sensações das poucas que já senti. Mas nunca chegou até a minha alma.
Sempre tive essa teimosia insana. Insisto porque quero muito que certas coisas deem certo de verdade e porque no momento é o que me parece certo. Por algum tempo permiti que o toque na pele fosse suficiente, me agarrei a isso com as minhas forças mais secretas e silenciosas, esperando o dia em que você fosse mais fundo. Esperando que você atravessasse a ponte e chegasse de verdade até mim. Me enganei tantas vezes antes de dormir imaginando isso acontecendo, passava como uma cena de filme na minha cabeça. Sonhei.
{ Imagem reprodução } 

Sempre tão superficial, sempre querendo me provar, mesmo sem saber, que se não for fundo não vale a pena nenhum tempo juntos. Não fizemos grandes juras de amor, mas nos abraçávamos ao dormir. Isso deveria valer alguma coisa, né?

Minha alma de menina levada, que faz birra quando as coisas não acontecem como o previsto, acordou emburrada hoje, e mesmo contrariando-a me senti obrigada a dar um fim nisso que temos. Que de tão raso nem imaginei que fosse doer. Mas adivinha? Dói sim.
E de tudo que deu errado você é o que eu menos achei que fosse dar certo. Sempre me achei preparada para este fim. 
Me enganei mais uma vez.



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