DOSE DE DOR E SORORIDADE

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Leia ouvindo: Sam Smith – Make it to me

Você não me conhece e provavelmente nunca ouviu ou ouvirá meu nome. Mas todos os dias rezo e emano boas energias para você.

Temos nada em comum, mas muito. Fomos envolvidas pelo mesmo sorriso e a mesma falácia. Minha prece é que não sofra o que eu sofri. Sem falsas promessas para você. Sem assédio moral para você.

Que na necessidade você tenha apoio. Que no cotidiano tenha lealdade.
Eu sofri quando vivi a sua rotina, que já foi minha. Mas quando soube da sua existência não passou ódio em minha mente, apenas sororidade.

Sei que ouvirá trechos de livros antes de dormir, ouvirá sobre a quarta dimensão, ouvirá sobre a pirâmide construída em outro plano e o quanto o espírito dele é evoluído e velho.

Fotografia: Juliana Manzato

Espero que não chore no chuveiro quando, de súbito, perceber que aquele amor que sentia foi embora, de repente, e quando perceber ter ouvido apenas falácias. Espero que não chore na madrugada debaixo do teto dele enquanto as mensagens chegam num celular escondido ou pelos cabelos de outra no banheiro, pelos preservativos sumindo do armário.

Sua energia poderá ser sugada até parecer que será sua, mas você batalhará contra. Talvez repinte paredes, talvez ajude a ajustar as cores da lâmpadas. Talvez arranje outras formas de registrar sua presença na vida dele.

A ti desejo sorte.

Desejo a ti sentimentos fortes e vividos. Que todos os seus desejos sejam correspondidos e não sinta uma vírgula do que senti por meses, e agora.

Desejo a ti felicidade, pois é isso que desejo a mim mesma. Se parece rancor, desculpe, precisava colocar todo o sentimento em frases feitas para me libertar.

Quanto a ele. Desejo a felicidade também e aprendizado. Mas para você o meu desejo é de amor, do mais pleno, real e de dar inveja em todos.

Se você, for feliz ao lado daquele que me dilacerou, sem receber qualquer rescaldo da rebeldia e desamor que recebi, serei feliz.

Luiza Pellicani

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
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