Eu queria que essa fantasia fosse eterna

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Quem vê um pouco mais de perto a vida da maioria na época de Carnaval acredita num mundo de cor e fantasia. Todo mundo coloca sua máscara e cai na Avenida, sem medo de ser feliz.
As máscaras parecem dar coragem para essas pessoas que realmente se jogam pela vida, que bom seria se a vida fosse esse eterno baile de máscaras, por que ai sim a maioria seria corajosa. Viver e ser feliz é para quem tem coragem, não para quem bebe todas as tequilas e não sabe o que fez.

{ Imagem reprodução } 

É bom se fantasiar e se jogar na festa, mas melhor ainda é saber quem você é de verdade. Eu queria que essa fantasia e animação do Carnaval fosse eterna. Queria também que a vida tivesse as mesmas cores dessa época do ano. E queria ainda que as pessoas fossem tão “abertas” quanto são nessa época. Eu queria o Carnaval de Dodô e Osmar.

A verdade é que como sempre, nos aproveitamos de situações para enfiar o pé na jaca, e no Carnaval não é diferente. Se beijou 15 mulheres, transou com o cara que conheceu no mesmo dia, bebeu todas, subiu na mesa, perdeu a dignidade… não tem problema, é Carnaval.

O Carnaval é o álibi do brasileiro para fazer tudo o que quer, sem a sociedade julgar, apontar o dedo. Não é lindo? Durante 5 dias encarar a máscara da coragem e se jogar numa vida que você jamais imaginou. A vida do “pode tudo”.

Para mim o Carnaval é contraditório demais, bêbado demais, liberal demais, mas é porque talvez eu seja quadrada demais e prefira a tranquilidade da “real” quarta-feira de cinzas, onde os sonhos são outros, onde não existe bêbado chato ou carros de som com funk proibidão tocando lá no alto. Eu gosto do Carnaval alegre, com sorriso no rosto, com diversão, com amigos, um amor, um pouco de brilho, um samba, uma cervejinha e dias de sol.

Desculpa pela opinião e pela bipolaridade, o Carnaval tem dois lados, como tudo na vida.

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