Festa

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Aquela saia lápis. Aquela blusa preferida. Aquele sapato preto. Aquela bolsa que comprei num brechó em Paris. Os brincos vintage da minha mãe. Olhos negros. Cabelos devidamente Ondulados. O “Love” da Chloé também não podia faltar. Última olhada no espelho. Ok. Pernas, bunda e look em ordem. Faltava o batom. Agora não falta mais. Saio de casa para cair na noite.

Desço pelo elevador e encontro o menino do segundo andar também indo para alguma festa. Penso. “Sexta-feira, o inicio da vida de um solteiro”.  Vida de solteiro é assim, tem tanta festa e gente, que parece não ter hora para acabar. Mas acaba geralmente na ressaca do domingo ou na realidade de segunda-feira, o que não demoramos muito para aprender.

Depois tempos no mundo distante de amor e outras drogas, volto para a vida fácil de eternas festas e falsas promessas. Apesar dos domingos, do inverno e do dia dos namorados, ser solteiro é bom. De sexta, sábado e domingo é melhor ainda.

Ai meus devaneios!

Peguei o Taxi, segui para a casa de uma amiga e depois para a festa. Chegamos em seis, já dava até para acusar formação de quadrilha. Quadrilha do bem, da loucura, da risada gostosa, da união de mulheres tão diferentes. Amigas de estilos e personalidades saindo para curtir mais uma noite. Tem gente que sai à procura de felicidade, a gente só buscava mais motivos para sorrir e a cia de cada uma delas era essencial para isso.

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Definitivamente não somos da turma da pegação, e nem pretendemos ser. A vida já fez questão de nos ensinar quem são as pessoas que valem realmente a pena.

Somos mulheres divertidas. A gente ri de coisa boba, adoramos as bolhinhas do champagne e batom vermelho. A gente também ama uma foto. Se está divertido a gente sobe no sofá. Se está desanimado, tomamos tequila. Se toca a música preferida, cantamos junto. A gente não tem medo de ser feliz ou observada por aquele tanto de gente vazia na balada. Nós sabemos que não somos como eles pelos simples fato de dançarmos como se ninguém estivesse olhando. E pode ser do jeito mais ridiculo do mundo, a gente simplesmente ri e faz de novo.

Depois de algum tempo, festa boa é festa em que a gente consegue ser a gente. Que a gente dança como quiser, que abraça a amiga, que vai até o chão ou sobe no sofá sem o olhar de aprovação de uma sociedade caga regras. Festa boa é aquele que tem sorriso, que tem união, tem música, tem amigas e vontade de viver aquilo de novo, e de novo, e de novo…

Tem gente que precisa de homem xavecando, beber até cair, tocar o terror e aproveitar cada minuto como se não houvesse amanhã. Para essas pessoas um aviso, o amanhã existe e vai se chamar ressaca moral, viu? (Beijão)

Festa boa é festa com gente feliz e de bem com a vida. Gente feliz sabe sobre manhãs seguintes e pessoas que não valem à pena. Gente feliz sabe que festa boa tem coração, sorrisos e amigas, loucas, mas muito bem resolvidas à ponto de saírem sem dar um único beijo e mesmo assim estarem felizes.

Gente feliz sabe que a felicidade vem da gente, na sexta, no sábado, no domingo, na segunda…. E que festas boas acontecem sempre que encontramos essas mesmas amigas, independente da hora, do lugar. Porque a gente passa a entender que festejar é uma necessidade.

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