INSANIDADE SENTIMENTAL E UM POUCO DE MÚSICA

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Leia ouvindo: Gus Dapperton – Moodna, once with Grace

Desculpe-me, eu tento ser a forma mais forte e emponderada que uma mulher pode ser. Mas ao primeiro sinal de tristeza, me deixei levar para locais onde a insanidade sentimental são mais do que fortes dentro da minha cabeça.

Precisava me render aos encantos da noite. A música alta precisava urgentemente silenciar meu cérebro para que eu pudesse parar de pensar.

A todo momento, de uma forma ou outra, me deparava em uma foto qualquer que murchava meu ego e me tornava sentimentalóide mais do que o normal.

Aquela necessidade de autoflagelo ainda estava impregnada em mim e não sei ao certo quando vai sair.

A música alta ensurdeceu o meu pensamento e eu só precisava daquilo no agora.

Ignorei tantas mensagens de possíveis companhias para um chopp, mas o problema era eu não querer sair da minha autopiedade. Não queria conversar. Apenas estralar músculos dormentes por fadiga de respirar. E não há lugar melhor no mundo que música e dança.

Fotografia: Jeff Alcantara

Respirei fundo ao melhor do eletrônico esquecendo meu caos e dividindo a melhor das energias com pessoas desconhecidas. Apenas equalizando energia ruim e boa, centralizando para a felicidade e esquecimento.

Deus quando mexia no barro devia ter colocado um botão para modo soneca de lembranças. Suas mãos, sua boca, seu cérebro.

(Oi, a gente devia por algum motivo não pensar e nem escrever isso, certo? Lembranças que voltam!)

Por qual motivo a gente não pode frisar apenas nos momentos ruins?Qual a necessidade de romantizar todos os momentos?

A vida é um aprendizado. Com a sua calma aprendi a ter um pouco mais de calma. E com esse aprendizado, vou me refazendo, sabendo que meu coração é meu e que a mulher que eu sou é a mais incrível. Mas sabe, eu preciso agora desbravar o mundo para encontrar a minha alma, já encontrei o meu coração e sei que a minha força vem exatamente dos sentimentos mais puros que vivem dentro dele. Sim, sentimentos! – Vou viver tudo a flor da pele!

Luiza Pellicani

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
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