Minha Culpa

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Leia ouvindo: OutroEu + Sandy – Ai de mim

Qual meu nível de culpa se eu tenho pensamentos juvenis que quase beiram ao platonismo como se nada tivesse ocorrido entre nós. Mas eu tenho quase certeza que estava lá.

Eu tenho quase certeza de ter sentido seus braços envolvendo meu corpo na madrugada.

Quase posso relembrar os movimentos no nosso primeiro beijo. Ainda sinto suas mãos na minha cintura. Ainda ouço uma voz em comum me perguntando se tinha chance de sentir seu beijo. Posso até hoje no silêncio do meu quarto ouvir minha voz quase coberta por um sorriso dizendo que sim.

Estava perdida naquele dia, me perdi naquele dia.

Fotografia: Juliana Manzato

Agora vivi de tempos em tempos no anseio de sentir seu corpo conta o meu. De ouvir sua voz formulando frases perto do meu ouvido.

Do arrepio vazio de não ter você.

Meu nível de culpa por esses momentos juvenis é alto. Eu alimento todos os dia os sonhos de te ter ao meu lado. Eu sou minha pior inimiga nesse caso.

Pior pois não falo o que realmente quero, que é ver seus olhos cheios de amor por mim e não apenas me desejando te enchendo de prazer. Quero ser sua, sua mulher, sua parceira, quero ser sua tudo.

Que culpa eu tenho por ser eu? Que culpa eu tenho por você não acreditar no meu romantismo? Que culpa eu tenho da sua adolescência tardia.
Eu te quero e quero que me queira. Só isso e nada mais.

Luiza Pellicani

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
Luiza Pellicani

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