O lado mais triste do amor

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Fim. Fim do amor, da admiração, de contar a história, de iniciar um próximo capitulo. O lado mais triste do amor é não sentir mais nada, nem o vazio.

O amor acaba. Não é porque acabou que não deu certo, levando em consideração que a vida é feita de ciclos, alguns são “eternos”, outros foram feitos para acabar. E sinceramente? Não há mal nenhum nisso.

O mais triste não é a dor que se sentiu, ou as noites mal dormidas ou até o choro intenso. Olhar para a pessoa que você achou que mais tinha amado e não sentir nada, é triste. E toda aquela história? E todo aquele sentimento? E todos aqueles planos? Aquele amor que era real? Hoje é nada. É um capitulo na história, uma superação, uma lembrança distante.

Talvez o amor por aquela história de amor, não deixou de existir. O que deixou realmente de existir e sentir, foi a história. Foi o não sentir mais nada.

{ Imagem: reprodução } 

“(…) Os relacionamentos podem acabar, mas não o vivido. Não se trata de memória, nem de “detalhes tão pequenos de nós dois”. Não se trata de viver do passado, nem de não aceitar os fatos. Não se trata de sublimar dores e porradas ou se refugiar num mundo alegrinho de autoajuda e negação. Não se trata de dourar a pílula e contar para si uma história diferente. Trata-se de vida bem vivida que não pode nem deve ser perdida. Tudo que vivemos e sentimos vira acervo, fonte, ferramenta; é nosso para sempre. (…) “. Hilda Lucas, escreveu esse texto na Revista Lola de dezembro/2012 um dos melhores textos que já li na vida, “Eternas são as nuvens”.

O lado mais triste do amor é não sentir mais nada, mas o que foi vivido é nosso. Só nosso. E por fazer parte da nossa história, não há como negar ou fugir. Apenas fazer as pazes e viver. Porque o amor ainda existe e tem tantos outros lados bonitos.

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