O QUE TE MOVE? | E AGORA? SOLUÇÃO OU AFLIÇÃO?

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Leia ouvindo: VVE – All that remains

Descobri o que me move. E agora? Solução ou aflição?

Sim, descobri! Descobri que, embora eu achasse que não tinha jeito para nada, nada que realmente amasse fazer, percebi depois de alguns anos e muita reflexão, que conversar, ouvir e ajudar os outros era o que me movia, o que me fazia feliz, e para onde eu mirava para mudar a minha vida.

Eu tinha um ótimo emprego com salário e benefícios excelentes, e 18 anos de experiência em empresas multinacionais, que para mim representavam segurança e estabilidade financeira, e era motivo de admiração (e “invejinha” também) para os outros.

“Quem não quer isso? Como posso pensar em abrir mão dessa carreira por algo tão “incerto”? ”. Ao mesmo tempo, percebi que deixando de lado o que me movia, estava engessada, estagnada, deixando de lado a parte do sentido da minha vida. Eu não estava feliz, não via sentido em dedicar tantas horas da minha vida e tanta energia para algo tão “vazio”, sem impacto nas pessoas. Essa angústia me acompanhava durante a busca de respostas para mim.

Não é fácil parar de reclamar e sair do papel de vítima da vida, dar a cara a tapa, mesmo porque, temos que admitir que esse papel nos traz ganhos secundários, e muitas vezes não estamos dispostos a abrir mão deles, então continuamos boicotando qualquer tentativa de mudança que possa suavizar o sofrimento. Seria mais cômodo deixar passar… como uma ideia que não deu certo mesmo sem tentar, e continuar no papel de vítima, escravo de nossos conhecimentos, medos e desejos.

Fotografia: Luciana Giorgi

A gente tenta fazer um planejamento racional, mas nem tudo conseguimos explicar racionalmente. E aí vem o amor, o amor pela vida, pela família, pela saúde, pela felicidade, e aos poucos vamos mudando antigos conceitos enraizados que começam a não fazer mais sentido. Vamos nos libertando de opiniões desajustadas e inadequadas, achando a verdadeira tranquilidade, o contentamento e a serenidade (o que é muito diferente do que vemos no Facebook, tá?).

Foi aí resolvi mudar. Não foi fácil nem rápido, mas o primeiro passo foi pedir demissão e me libertar de algo que não me fazia feliz.

E você já parou para pensar o que te deixaria tranquilo, satisfeito e feliz? Sem a opinião dos outros, apenas com seus valores?

Preste atenção aos sentimentos que aparecem ao desempenhar o seu papel. Em geral conseguimos sentir se nosso papel profissional é adequado e cabe agradavelmente em nossa vida, ou se fazemos algo esperando reconhecimento, admiração e aceitação dos outros.

Pense, reflita, se a base onde você constrói sua vida é segura, confiável e envolve valores verdadeiros como o amor. Como disse Freud, “quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda.”

Luciana Giorgi

Luciana Giorgi

CEO da própria vida, mãe de 2, irmã de 3, com vocação para ser feliz. Adora festa, gente, conversar, aprender, melhorar e compartilhar. Vivecada dia como um grande presente.
Luciana Giorgi

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