O X da questão

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Tantas fórmulas matemáticas sobre pontos ótimos – de caixa, de estoque e outras – e ninguém inventou nenhuma pro ponto ótimo do relacionamento? Alguma que te dê o tempo exato onde você atinge o melhor custo-benefício dele. Um ponto depois de desistir sem tentar e antes de tornar o sentimento mais profundo e quebrar a cara. O ponto de equilíbrio entre a curva da parte que vai se apegando à medida em que o tempo vai passando e a curva da parte que vai enjoando no mesmo espaço de tempo, algo parecido com o gráfico abaixo, onde a curva marrom é a parte que desapega, a azul é a parte que se apega e a linha preta diz o tempo certo pra terminar.

 
Oh, dúvida cruel! O racional briga com o emocional, os fatos brigam com a esperança, e a gente fica insegura sobre o que fazer: ir levando, correndo o risco de se envolver mais, mesmo percebendo que a outra parte não está com os mesmos propósitos, ou colocar um ponto final pra se proteger e correr o risco de estar colocando os carros na frente dos bois e fazendo uma burrada? Estatísticas pegando amostras de situações anteriores da minha vida, com desvio padrão quase que igual a zero, me fariam decidir pela segunda opção, sem pensar duas vezes.

Mas a relação entre duas pessoas envolve um número N de variáveis, que se aproxima bastante de infinito. Personalidades, fases da vida, valores, desejos, entre outras, são algumas das variáveis envolvidas. Provavelmente não teriam letras nos alfabetos para todas elas. E imagina o tamanho dessa fórmula? Maior do que qualquer outra já vista na história das exatas. Seriam números elevados a 19063289428ª potência, limites e derivadas sem fim.

Apenas concluo que relacionar-se não é uma ciência exata… Não é sequer uma ciência! A única fórmula encontrada é: viver + deixar rolar – (ansiedade + preocupação). Mas uma coisa é exata nessa história: esse resultado nunca vai ser < 0, porque no final Ef > E0, onde E0 = experiência inicial e Ef = experiência final. E ganhar experiência é sempre positivo na análise do resultado da vida realizada.

Imagem: reprodução
** O texto de hoje é da Renata Lindholm, convidada da Bianca 
para o Dona Oncinha, e o blog dela é esse aqui! **

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