OLHAR PARA NÓS MESMOS DOI

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Leia ouvindo: Eddie Vedder – Society

Em meio a rotina agitada, a agenda badalada, aos amores vividos, as tarefas do trabalho, fica cada vez mais difícil ter um momento para si mesmo. Um momento para esvaziar a mente e fazer com que coração, alma e mente conversem entre si.

Nesses momentos que ocorrem as verdadeiras descobertas sobre o que importa ou não para você mesmo.

Existem fases da vida que optamos por viver momentos nossos. Mesmo sabendo que o momento seguinte pode ser doloroso e que haverá a necessidade de um guia para que tudo volte aos conformes com uma postura de amadurecimento.

Optei pela reclusão do meu próprio ser e a alimentação de devaneios malucos apenas para crescimento. Fechei portas, janelas para as futilidades e frivolidades e revisitei o passado dolorido de beijos, prazer e falta de promessa.

Fotografia: Juliana Manzato

No silêncio da noite e das manhãs, para não tentar entender, uma série qualquer salpicada de reflexões e cuidados com os animais. Mesmo não querendo fui levada a refletir ainda mais sobre os erros, os acertos, as pequenas e grandes passagens da vida.

De súbito as lágrimas rolaram e o grito preso na garganta explodiu como se fosse a última alternativa para aquele vazio sentido no peito.

Não há ainda o prazer da fome, os abandonos dos antigos vícios, mas há um momento de reboot, onde não é mais necessário correr para a vida noturna, para o gin com tônica, para os prazeres de uma noite só.

Numa conversa sincera e sem amarras deixei o despertar lento das minhas obrigações comigo mesma externar. Deixei as incertezas no vale do nada e dei as mãos para aquela que no meio do caminho deixei abandonada.

O caminho mais exploratório é o mais difícil e passar por ele nem sempre é soberano, mas é importante a calmaria para refletir sobre as tempestades em nossa mente.

Luiza Pellicani

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
Luiza Pellicani

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