#OVERÃOINSPIRA | DEIXA CHOVER

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Leia ouvindo: The Paper Kites – Standing in the rain 

O final de tarde anuncia chuva. Durante o dia o calor foi infernal. Penso na sorte de ter escolhido, por hora, a vida terrena, apesar de adorar os dias de sol e calor, não suportaria a temperatura do andar de baixo. Chuva para mim é o alívio imediato. Gotas homeopáticas de refresco.

Não posso negar, já reclamei da pobre chuva, mas percebi a tempo que, na verdade, se tratava de benção. Água sagrada também cai do céu. Chuva é alimento para terra, e por que não, para alma. Barulho de chuva é meditação, conexão. Mas insistimos inúmeras vezes na reclamação.

É molhado demais para ser verdade. Em tempos líquidos, reclamar da chuva não me parece nada sensato. Deveríamos sim, aprender com ela e acalmar os ânimos. Quando tudo parecer quente e insuportável, seja chuva. Água não enfrenta obstáculos, pequenas gotas, quando juntas, foram rios e cachoeiras. Adaptações necessárias para o mundo lá fora. Entende?

É adaptação, não enfrentamento.

Fotografia: Juliana Manzato

Quando decidimos reclamar ao invés de mudar para ação, não deixamos chover. Não transformamos determinados sentimentos em qualquer outra coisa, mas principalmente, não contornamos os obstáculos. Nós simplesmente estagnamos e ruminamos, deixando a ação como plano secundário.

Insisto em dizer, deixa chover. Apure os ouvidos para o barulho, o olfato para o cheiro, a visão para ver o mundo de um outro tom, deixa chover, deixa molhar, não se importe tanto.

Resistência sempre cria novos e maiores problemas. Deixa chover. Deixa molhar.

Juliana Manzato

Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras.Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Faz da vida poesia e textos. Muitos textos!Sonhos? Vive deles
Juliana Manzato

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