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Leia ouvindo: The Rolling Stones – Little Rain 

Foi um mergulho no mar para lavar a alma e salvar minha paz. No caos eu me afogava, a cada nova onda eu me libertava. Entre as ondas eu chorei. O verdadeiro sentido para mar de lágrimas quando nada mais fazia sentido.

Lágrimas libertam, o mar dimensiona. Somos a mais bonita imensidão.

Fotografia: Juliana Manzato

Se imensos somos, porque sofremos por tão pouco? Se proporcional fossem nossas lágrimas ao mar o Everest seria ilha. Não seria essa a hora de parar? A gente vive pedindo por paz e fazendo tempestade em tampa de garrafa pet.

Ao invés de conectar ao sofrimento, porque não identificar o sofrimento? Deixar o papel de vítima e assumir de vez o seu lado mais observador. Se stalkeamos a vida alheia, porque não fazer o mesmo com a nossa?

Se as lágrimas cairem, deixe rolar. É limpeza da mais profunda, cura. Deixa cair no mar e pede para a próxima onda levar. Se de novo o coração apertar, perceba onde dói, sem se apegar ao motivo. Observe, respire, aprecie. Vale o aperto? Vale as lágrimas?

Dizem que quando tudo parecer amargo demais é necessário dar uma mexida no fundo que o açúcar está lá. Apesar de tamanha verdade, e doçura, quando a dor apertar e o amargo for sabor, o açúcar é para camuflar. Deixe de lado o copo e vá para o banho de mar.

Água salgada arde, mas cura. Como cura, vai por mim.

Juliana Manzato

Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras.Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Faz da vida poesia e textos. Muitos textos!Sonhos? Vive deles
Juliana Manzato

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