Palma da mão

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É estranho ver tanta gente implorando por um pouco de atenção, carinho. Mendigando amor. Mas é moda ser frio, não demonstrar qualquer afeto. Ninguém diz mais que gosta porque tem medo de não ser recíproco ou porque acha que é sinônimo de fraqueza. 
Acho de uma boniteza imensa gente que tem a coragem de dizer o que sente à quem sente. Dá até medo, levando em conta a maioria dos relacionamentos hoje em dia, quando alguém expõe o que sente. Medo de acontecer com a gente o que acontece com tantas outras pessoas por aí. Ser vítima desse tipo de mentira é avassalador. Mas quando é de verdade, é deslumbrante.

Expor sentimentos à quem de fato interessa é bem diferente de implorar afeto. Tem tanta gente colocando sua própria felicidade nas mãos de outras pessoas, deixando de desenhar na palma da própria mão os caminhos por onde andou, o quanto sofreu, o quanto sorriu. Nossa felicidade; é nossa, só se divide com quem está disposto a fazer o mesmo. Isso serve até para a tristeza. É a sua mão que deve contar sua história, está errado tentar transferir isso a qualquer outra pessoa. Será frustrante, com certeza.
O amor mais bonito é o que você sente por você mesmo. Tem que ter atitude quando perceber que o que você tem para dar é muito mais do que estão dispostos a lhe devolver. Entra então uma outra parte que exige ainda mais coragem; onde você diz adeus mesmo com o coração pequenininho e doído. Porque sentimento ou você tem ou não tem, ou você dá e recebe ou então não dá.



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