Paz e amor

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Não era do tipo que ligava para roupas de marca, restaurantes caros e hotéis cinco estrelas. A cara era de metida. Menina bonita sempre tem aquele esteriótipo de ser chata. Alguém bem invejoso deve ter inventado isso. Beleza não tem nada a ver com caráter ou chatice.

Ela não se importava com dinheiro ou status impostos pela merda da sociedade. Escolhia os amigos pelo coração, os amantes pelas borboletas no estômago e os caminhos que ia seguir, pela intuição afiada. Queria era mais paz e amor.

Enquanto alguns iam para Europa, Estados Unidos ou até Dubai, ela se contentava em ver o mar e ajudar o mundo. Fazia expedições pelo mundo. Conhecia gente, cultura, levava na bolsa uma bagagem simples, mas cheia de amor.

{ Imagem reprodução } 

Apesar de vir de uma família de muitas posses, era avessa à poses. Não se importava com aquilo que era material, tinha espirito livre e poucas raízes profundas, apesar de ser profunda em quase tudo. Ela vivia da troca, do amor, de criar raízes no mundo. Amava o mar com todas as suas forças, mas precisava mesmo era deixar os pés em terras bem firmes já que a imaginação ia para o além.

Ela não tinha medo do mundo, muito menos de gente. Ela queria conhecer, sentir, viver. Coisa de toda garota de vinte e poucos bem vividos anos. Perguntavam sobre o amor, ela era o verdadeiro amor.

Ela sabia sentir como ninguém, fazia tudo o que tinha vontade, mesmo que no dia seguinte fosse julgada pela sociedade. Pouco importava o julgamento dos outros, ela tinha tudo o que precisava. Preferia estar em paz ao invés de estar certa. O travesseiro de todas as noites era macio porque tinha a consciência tranquila. A bagagem não era pesada porque aprendeu a deixar coisas, pessoas e lembranças para trás. Aprendeu que para se ter paz e amor, é preciso ter péssima memória. E quem poderia dizer o contrário.

Aquela menina-mulher de cabelos loiros, olhos amêndoados e corpo esguio era bem mais bonita do quê  todos imaginavam. Sua beleza ia além da forma física, ela era o amor. Por onde passava deixava sorrisos e aquele sentimento do mundo não estar tão perdido.

Ela era a paz e o amor de muitos, mas ao mesmo tempo de poucos. Apesar da liberdade, não era qualquer um que entrava no seu mundo e nem encarava suas profundezas. Podia ser bonita como as sereias e amar muitos “marinheiros”, mas poucos conheciam a imensidão daquele mar.

Às vezes não é necessário muito para ter paz e amor. Às vezes a gente precisa ser assim, livre, leve, solta, em paz e amando tudo aquilo que nos faz realmente bem.

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