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Leia ouvindo Pearly-dewdrops Drops – Cocteau Twins

Cada caminho que trilhei foi por mim. Usei minhas próprias pernas, meu entendimento de certo e errado e fui. Mostrei o sorriso nas madrugadas e desferi lagrimas pela manhã. Voltando ao sorriso para competir na batalha diária.

Procurei mãos para segurar minha cintura e ouvir que tudo ficaria bem. Mas só tive o vazio e o esquecimento. Gritei quando exigiram minha felicidade e o que precisava era o consolo de um filme ruim na televisão. Momento de ser incompreendido. Momento de reflexão.

Fotografia: Juliana Manzato

Me enganei com pessoas que prometeram e não cumpriram. Como se abrir em um mundo assim? Sofrer dói. Esperar dói. Amar dói.

Nas incógnitas de quem sou e de quem preciso ser, distribuí amor sem ver face, soma ou calcular rotas. No caminho… pedras, sombras e temores até encontrar sorrisos que nada prometiam. Tateando no escuro para enfim encontrar a luz no túnel e esquecer temores para demolir muros que construí para proteção.

O mundo roda numa urgência absoluta e não nos dá tempo para sentir nossa dor e sem ter mãos para interromper a queda, fiz dos joelhos o impulsionamento para levantar e viver o próximo desafio sem medo de cair de novo.

Luiza Pellicani

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
Luiza Pellicani

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