#QUASE30 | BOAS SURPRESAS

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Leia ouvindo: Islandis – Your Lover 

É um aprendizado diário viver sem querer controlar as adversidades que cercam o dia a dia e a rotina. Tudo precisa estar em um devido lugar. Às vezes a gente não quer organizar isso, pensar naquilo, mas outros –  sempre eles, os mais organizados!!! – deixam claro que é preciso.

O que é preciso? Organizar? Deixar? Ir? Ficar?

Pensamos demais em tudo. São traços, rotas e planos colocados milimetricamente sob a sensação de controle. Sensação essa que parece vidro, de tão sensível atrai para si pequenos riscos e rachaduras que parecem inocentes, mas são precedentes da tragédia que se aproxima. Um grito! Mais uma vez descobrimos que somos vidro.

Não temos controle de bosta nenhuma!

Nem vou pedir para você anotar em qualquer lugar porque a vida se faz o próprio lembrete. Anote ai a observação principal: você ainda vai se foder um bocado.

Mas nem só de negatividade é feita a sensação de controle. É aprendizado. Se é certeza ou dúvida, depende. Depende da referência da nossa própria verdade. Quantas e quantas vezes te disseram que não, mas a teimosia te levou ao sim? E vice versa?

Fotografia: Juliana Manzato

A maturidade e a vivência aguçam a intuição. E não estou falando de reconhecer gente estúpida no meio da multidão, afinal, tal reconhecimento fica pequeno demais quando aguçamos um outro sentido ainda maior, entregue de bandeja pelo nosso “eu”.

A intuição e as boas surpresas. Quando colocamos o controle para escanteio, entendemos que todas as jogadas ensaiadas anteriormente não eram necessárias. É preciso preparo, não controle. O preparo é estudar as adversidades, o controle é querer que absolutamente tudo saia do nosso jeito.

E quando entra o nosso jeito na história é que a lambança acontece. Quantas vezes desejamos que uma situação se resolva de determinada maneira, sem pensar se aquela é realmente a melhor maneira para todos os envolvidos? Inúmeras. Quantas vezes você nem desejou, mas recebeu algo tão abençoado que não soube ao certo quem agradeceria por julgar não merecer tanto? Outras incontáveis vezes.

É mais fácil imaginar a vida como um quebra-cabeça, do que um belo emaranhado de fios. É melhor tentar encaixar uma peça de quebra cabeça do que se surpreender com o desenrolar dos fios. As explicações para uma peça não se encaixar são mais cabíveis do que o emaranhado de nós dos fios.

Assim é a vida, não tão obvia como um quebra cabeça mas facilmente compreendida através dos fios, que estão conectados uns aos outros, independente do tamanho nó.

As boas surpresas que você insiste dizer que não existem, moram onde os nós se desfazem. E onde nos começamos. As boas surpresas são assim, conectadas, mesmo quando a gente jura não ter conexão nenhuma.

Não insista em desmanchar nós, eles costumam agir de maneira solitária e demorada, jogam a favor do tempo, justamente para não fazer qualquer sentido. Afinal, é só uma linha conectando pessoas, lugares, sensações, aprendizados e outras coisinhas. SÓ isso.

Do nó à linha. A melhor das interpretações nesses quase 30.

Juliana Manzato

Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras.Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Faz da vida poesia e textos. Muitos textos!Sonhos? Vive deles
Juliana Manzato

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