#QUASE30 | FAZENDO AS PAZES

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Leia ouvindo: Current Swell – Wishing Well 

Daqui uma semana eu completo 30 anos. Daqui uma semana é o último texto da série. Daqui exatos sete dias um ciclo se completa, em todos os sentidos.

Foi na última sessão de terapia antes dos 30 anos que eu afirmei com todas as letras para a Luciana, minha terapeuta, que eu não mudaria absolutamente nada da minha vida. Tudo que eu vivi me trouxe até aqui, para quem eu sou hoje.

Nesse último ano eu me abracei, dormi de conchinha comigo mesma, vivi dias intensos de pura lua de mel com algumas doses de fúria, por que ninguém é perfeito e é maravilhoso aceitar isso.

De todas as lições, uma é a mais importante: ser gentil com a gente mesma.

Jogar a favor, olhar com carinho para as feridas e aprendizados, realmente fazer valer cada “se cuida” que falaram pra gente, prestar atenção em cada escolha, entender os momentos de intensidade e pé no freio.

Está tudo bem, balzaquiana!

Fotografia: Juliana Manzato

Pode não estar exatamente como você queria, mas provavelmente a melhor parte esta por vir. Você está dando o seu melhor, merece nada mais do que o melhor, oras.

Você ainda é jovem, mesmo quando se sentir velha, meio desanimada para a balada, com ressaca depois de beber pouco e com a pele amassada depois de dormir com maquiagem. Os 30 não são os novos 20. Os 30 são os 30, e nada mais do que isso.

Seu metabolismo pode não ser mais o mesmo de 10 anos atrás, mas se abraçar é tambem cuidar do que realmente importa. Organize as ideias e não deixe que ninguém tome as rédeas da sua vida. Manter a sanidade num mundo tão louco te fará para sempre jovem.

Lembre-se: a juventude está na energia que você vibra, não na festa que você aguenta beber mais.

“Sabe Ju, a maturidade faz a gente se tornar nossa melhor amiga”, e a Luciana continua, “a gente deixa de acredita naquele modelo de felicidade cheio de curvas, com altos e baixos. Passamos a ver a felicidade de uma maneira mais linear e equilibrada”. Eu não poderia concordar mais com a Lu.

Não acho que mares calmos não fazem bons marinheiros, pelo contrário, acho insano gente que gosta de tempestade para sair da mesmice. Acho que bons marinheiros ponderam a bonança e a tempestade na balança, como fazem as balzaquianas.

Ponderamos mais, nos tornamos mais coerentes, dosando a intensidade dos pés no chão e das asas próprias para voar.

Na despedida da sua antiga eu, aquela que ficou nos vinte e tantos anos, agradeça e faça as pazes. Nas boas vindas da sua nova eu, se abrace. Ela vai te abraçar mais forte de volta e agradecer tamanha gentileza.

Juliana Manzato

Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras.Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Faz da vida poesia e textos. Muitos textos!Sonhos? Vive deles
Juliana Manzato

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