#QUASE30 | INDIVIDUALIDADE

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Leia ouvindo: Billie Eilish (Astronomyy Remix) – Ocean Eyes 

Aprendi muito com as relações que tive até aqui. Independente de serem assumidas publicamente ou protegidas de redes sociais, namoros longos ou curtos, enroscos que mais pareciam namoro – e nunca foram assumidos, pouco importa, o aprendizado que cada um deles me trouxe foi surpreendente!

Confesso que levo um tremendo susto quando olho para trás e vejo como enfrentei os obstáculos. Eu podia não saber direito onde eu queria chegar, mas eu tinha absoluta certeza do que eu não queria para mim e isso sempre foi muito libertador.

Sempre achei que ter certeza do que eu não queria já era uma baita caminho. Coloquei pontos finais doloridos em relações doentias, com abusos e competições desnecessárias. Deixei para trás pessoas admiráveis depois de muita insistência. Entendi que eram pessoas incríveis, mas jamais funcionaríamos como homem e mulher. E olha que jamais é uma palavra muito forte.

Fotografia: Juliana Manzato

Evolui em cada um dos “nãos” que eu disse, e que recebi. Já entrei em relações completamente apaixonada, acreditando que seria daquela vez que finalmente iria dividir a vida com alguém. Não era daquela. Não foram em outras. Aprendi que paciência é melhor que insistência. Relações são como sementes, não adianta apressar a colheita sem garantir um bom plantio. Algumas são feitas para não vingar, acostume-se!

Diante de tanta vivência – e sofrencia, insistência e falta de paciência, choro e decepções, nos aproximamos mais de nós mesmos e nos tornamos expert em amor próprio e individualidade.

Leva um tempo, mas finalmente entendemos que a nossa própria cia é tão maravilhosa que não dá para sair por ai insistindo em gente que não quer ser presente por inteiro.

Pronto! Agora você tem duas incríveis forças: uma que te livra de males e a outra que te solta para o mundo. Saber o que não quer para vida é livramento. O amor próprio, a força necessária para te levar para o mundo. E pasmem, esse último ainda é um verdadeiro imã para atrair quem também presa por esse amor.

Amar alguém é amar a individualidade, reforçar o amor próprio do outro e evoluir. Relações são evoluções constantes. Para estar bem com o outro, eu preciso estar bem comigo. O respeito, base para qualquer tipo de relação, é conquistado através do amor próprio. Ou seja, se não nos analisarmos e evoluírmos como indivíduos, jamais conseguiremos construir qualquer tipo de relação.

Antes de sermos 2 ou mais, somos um. E sendo um, não dá para entrar em relações que somem 1 e 1/2. A incrível arte de simplificar as coisas.

Ah, e não dá para ser 2 quando 1 confunde amor próprio com egoísmo! Individualidade na relação é importante, egoísmo é desnecessário. A incrível arte de simplificar as coisas. dois. À dois.

Quase 30 e a gente já evoluiu tanto, nénão?

Juliana Manzato

Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras.Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Faz da vida poesia e textos. Muitos textos!Sonhos? Vive deles
Juliana Manzato

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