QUEM QUER ARRUMA UM JEITO

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Leia ouvindo: Rodríguez – Cause

O que esperar, quando se está esperando? Essa frase é o título de um livro para gestantes, mas que se encaixa perfeitamente para quem vive um solteirice com todos os prós e contras desse status social.

Na verdade não existe necessidade em esperar nada! A vida, por mais que expectativas possam ser criadas, acaba tendo um rumo próprio. Então não dá para simplesmente ficar pensando que a receita é uma máxima.

Por todos os cantos dos trópicos é possível ler ou ouvir que quem realmente ama dá um jeito. Mas o jeito muitas vezes não pode ser esperado por uma via só.

Vejo gente trabalhando na Lei do Mínimo Esforço e reclamando do parceiro e apontando como regra máxima o parceiro do coleguinha ao lado.

Pra mim quem ama dá um jeito, mesmo. Um jeito de entender com quem você está se relacionando ou que deseja relacionar.

Fotografia: Juliana Manzato

Aprendemos a entender que também precisamos no encaixar em outra rotina, desenvolvendo maneiras para estar sempre próximo. Não importa o que vai fazer, o que vai comer, se vai ou não dormir juntos, se vai transar ou não, beijar ou não. O que importa é apenas a felicidade de estar ao lado de quem gostamos e dividir momentos bons.

Nada mais importa além da felicidade trancando as recordações em potinhos de pequenas coisas como largar tudo para acompanhar pequenas rotinas, limpar poeira de problemas, e sorrir tipo bobo assistindo os devaneios de outra pessoa para realizar sonhos.

Isso tudo sem cobrar o que que vai acontecer na segunda-feira, na terça, na quarta, na quinta e sem esperar pelos outros dias da semana.

Só aproveitar cada minuto cada segundo de silêncio ou falando, de cócegas em locais públicos e inesperadas, de beijos, de mãos dadas, de pequenos sorrisos e até de ciúme quando o celular toca quando a gente não quer.

Nada mais importa. Se outra pessoa não tá no momento para desenvolver um relacionamento, paciência, o que importa é aquele pequeno segundo onde é dividido tanta coisa que preenche a alma de tal forma que o corpo pode estar dolorido, a cabeça pode estar cheia de dúvidas sobre trabalho, você pode estar com raiva de algum amigo, você pode estar se sentindo abandonado pela galera da noite, mas enquanto aqueles minutos preciosos são compartilhados, nada mais importa.

Aliás outras coisas importa, quem quer dá um jeito. Ama sem mudar seu próprio jeito e sem querer mudar ninguém. Sem cobrar. Ama por amar e sem mudar uma vírgula, sem colocar o único ponto final, só começando parágrafo cujos bom bons momentos são compartilhados.

Luiza Pellicani

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
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