Renuncie

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Imagem: reprodução.

Quase sempre, renúncia soa como desistência e fraqueza. É sinal de covardia daquele que vai pelo caminho mais fácil. Mas, eu não acredito que seja bem assim.

A exaustão existe, sim. O ser humano não dá conta de seguir todos os passos doutrinados pela sociedade como padrões de felicidade ( para ser rico, bonito, popular, bem-sucedido), simplesmente porque ser feliz é muito pessoal. Mas, a pressão é grande, e quem não se encaixa tem medo do rótulo de “perdedor”. É o medo de se sentir descolado, fracassado perante os outros… E o que fazemos para fugir disso é ser uma coisa que não somos, algo que não queremos ser. Até que nos sentimos esgotados, cansados desse “faz de conta”.
Então, por que não reconhecer a hora de parar?

Renunciar pode ser libertação, alívio e leveza. É ver-se sem um fardo nas costas, porque é dolorido demais carregá-lo por aí fingindo que está tudo bem.

Ao invés de pensar em covardia, que possamos pensar na renúncia como um ato de coragem, afinal, poucos hoje em dia sentem-se firmes mesmo mostrando sua própria vulnerabilidade. É uma postura de humildade respeitável e uma forma de se libertar de amarras que só fazem o coração ficar miúdo dentro do peito e que nos distanciam da nossa essência.

Quando for assim, é hora de pensar se vale a pena continuar. Se não valer, faça como o Papa: renuncie.



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