SEM MOTIVOS PARA O NÃO

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Leia ouvindo: Miike Snow – Genghis Khan

Mudei toda a sintaxe da minha vida para não me ferir, o sofrimento foi tamanho em outras situações que meu coração foi arrancado do peito e agora há um espaço vazio. As lágrimas foram secadas e os medos surgiram com a força de mil tempestades.

Cavei buracos profundos e escondi sensações por lá. Tudo desenterrado aos primeiros beijos com sabor de explosão, olhares sinceros de cumplicidade em uma vida desregrada. Foi assim que descumpri a promessa de escavar aquele mar de sentimentos.

Fotografia: Paulo Manzato Jr.

Depois que desenterrei, peguei todos os sentimentos e os deixei a flor da pele, ficando sentada em cima dele como a ilustração da capa do livro “Pequeno Príncipe”.

O culpado, riu da minha cara como faz com tudo a sua volta. Antes de me render, fugi daquela alma como quem foge da chuva, não dançando, nem cantando, apenas correndo sem olhar para trás. Não podia fazer nada, seu destino era outro e o meu era sorrir a sua volta.

Tantas emoções compartilhadas e depois o medo de saber a sua essência e seu apreciamento por aventuras, do qual sou sempre vítima. Uma essência que inebria mais que a bebida e torna necessário estar sempre nas proximidades para me alimentar da sua luz.

Vou assistindo os seus encalços e te deixando partir por entre os dedos. Vai, mas quando voltar estarei de novo aqui.

Luiza Pellicani

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
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