Sim!

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Diante de tantas coisas, o acaso parece surgir no meu dia-dia me fazendo acreditar que todos os “nãos” que a vida me deu, podiam ao menos terem sofrido a tentativa de se tornarem “sims”.

Dessa vez eu não podia deixar tal oportunidade passar. Talvez fosse essa a hora de deixar de fazer tantas escolhas rasas, para ir mais fundo e me jogar. Era isso. Bingo!

{ Imagem reprodução } 

Não podia deixar passar aquele primeiro convite para ir jantar, muito menos os convites para tomar uma taça que vinho que fosse em dias bobos da semana.
Ele me dizia: – Todo dia pode ser dia de vinho. (E podia mesmo!)

Para todo e qualquer vinho aberto que exista sempre uma boa cia, amém! Deveria vir escrito isso em toda e qualquer embalagem de vinho.
Sabe lá Deus quantos vinhos bons tomei com gente ruim. Desperdiçar vinho é o mesmo que desperdiçar vida. E a vida é bem curta para isso.Mas ele… com ele não tinha vinho razoável, ou dias bobos da semana.

É, tinha que ser ele. Na verdade não “tinha”, existia ali a vontade de tentar, de me jogar, de acabar com todos os vinhos da minha humilde adega. Tem gente que faz isso com a gente, dá vontade de viver mais.

De longe não era o cara que fazia meu tipo, mas me fazia feliz em cada encontro e me deixava a falta em cada despedida. Não sei ao certo o que me prendia à ele, talvez as leves covinhas que se formavam enquanto sorria, o jeito “professor de história” ao falar de política e até a maneira sutil de dizer que está sempre certo. Bravo demais para falar da minha casa bagunçada. Homem dos bons para envolver as mãos na minha cintura.

Sabe a dosagem certa? Pois é.
Eu não podia esperar mais um minuto, queria ele aqui e agora. Depois que a gente já tá ali, envolvida, não tem papo de não estar preparada, de tempo para a solidão. Ninguém nasceu preparado, e todo mundo sabe que a vida é curta demais para passar vontade. De chocolate à conchinha.

O mundo pode me falar não, que eu corro atrás do sim. Todo dia é especial, por mais bobo que pareça, e o “sim” é mais importante que o “pra sempre”.

Eternidade sempre foi tempo demais para mim.

Amor, não.

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