Sobre castelos

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Ela deita cansada. Olhos pesados. Cabeça cheia. Coração apertado.
Estava prestes a se arriscar mais uma vez. Ia tentar a sorte no amor. De novo. O que nas primeiras tentativas era feito sem medo, com o passar do tempo, com tanta coisa dando errada, foi se tornando um pesadelo pra ela.
Ela queria amar de novo. Seu lado sonhadora dizia: “Vai! Pode ser diferente! Uma hora vai dar certo”. Mas suas feridas gritavam bem alto também. A acorrentavam e a faziam andar numa corda bamba, onde um simples desequilibrio, a faria desistir de tudo.
Fugir. Se esconder no seu fantástico e isolado mundo.
Mundo onde ela não era feliz, mas pelo menos estaria protegida.

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Com o coração protegido. Ela se perguntava porque tinha se tornado tão incrédula… Tão amarga… Tão indiferente… Logo ela, que sempre soube viver, fazer, sentir e transmitir os melhores sentimentos do mundo!
Sabia que era uma mulher fantástica. E mesmo se não soubesse, todos diziam isso. E na tentativa de ajuda-la, tornavam a situação ainda mais dramática. Por que, sendo tão interessante assim, ainda permanecia sozinha, o problema era muita maior do que ela poderia imaginar!
Ela era feita de amor. Mas esse amor estava escondido. Soterrado. Onde ela mesma não sabia onde encontrar as ferramentas pra trazê-lo novamente a vida.
Mais uma noite sem conseguir dormir… Onde os pensamentos mais absurdos surgiam povoando sua cabecinha fértil… “E se ele me achar feia?! E se não rolar química?! E se não nos divertimos juntos?! E se ele não for aquilo que eu pensava?! E se…”
No meio de tantas interrogações ela adormeceu… E provavelmente, como em todas as noites, sonhou que era a uma princesa, sentada na janela da torre do castelo, esperando impacientemente seu principe que havia prometido chegar…

*Texto da colunista convidada: Barbara Santos 

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