Sobre coração

1

Sabe, cansei dessa história.
É longa demais, triste demais, cheia de sentimentos demais.
Do amor ao ódio, do céu ao inferno em minutos.
Despertando anjos e demónios, o pior e o melhor de um “nós” tão bonito.

{ Imagem reprodução } 

Eu, tu, eles, e nós, nada!
Nós no pronome pessoal, se transformou em nós, que até podem ser aqueles de marinheiro.
Nós, um emaranhado estranho de nós. Irônia filha da mãe.

Depois de tanto viver em dois, decidimos pelo um. Um em cada canto, escolhemos por outros nós.

De repente um beijo, depois outro e assim voltamos para nós.
Um ponto de partida afinal? Não.
Todo reencontro, uma partida.

Não era para ficar? Provavelmente não.
Aprendi a viver de partidas. Você me fazia sorrir, para depois me deixar. Natural para um coração sofredor, causador… causa-a-dor. Que dor!

Me acostumei com as aquelas partidas simples, sem beijos de despedidas ou promessas oferecidas, mas finalizadas com pontos e virgulas. Não era eu a corajosa de colocar um ponto final, imagina então virar a página?!

Coração de ponto e vírgula é extremo, expectativa.
8 ou 80 infinito.

Amor, amar é extremo!
Tão extremo que eu decidi, não volte nunca mais para mim. Cansei de despedidas, partidas, pontos e virgulas.

Bem vindo aquele que queira ficar, quero mais bem ainda quem me quer bem. Se você escolhe que vai, eu escolho quem fica.

Você, eu escolhi pelo nunca mais. Por fim, não volte nunca mais pra mim.

1 comentário

  1. Nanny Diz

    O tapa na cara que eu estava precisando nesse domingo

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.