Sobre faniquito, açucar e afeto

1

Tem dias que a gente só quer ser livre. Abrir a janela e gritar. (Vai menina, coloca tudo para fora!) 
São nesses dias que a liberdade passa ao lado e a gente se pergunta, cadê ela aqui de mão dada comigo? Cadê as minhas vontades? Porque esse escritório? Essa vida? Essa escolha? 
E daí, depois de tantas perguntas, a primeira coisa que a gente quer fazer é fugir da gente mesmo. A gente quer se perder em alguma coisa que goste, com a desculpa de fazer bem. Procuramos desculpas e não meios para dar a mão pra liberdade. 
A gente quer sorriso no rosto, mas reclama da segunda-feira. Quer sinceridade, mas dá indireta no facebook. Quer amor de verdade, mas brinca de faz-de-conta com o coração de alguém. E a pior parte? Queremos a liberdade, mas nos prendemos a uma sociedade consumista e caga regras do caralho. Tanto querer e nada poder. 
Tem mais é que fugir de tudo, do mundo, do barulho, do caos. Deveria ser lei, em dias de muita zica na vida dar uma ligada para a liberdade e pedir permissão para fazer NADA! Vai ver o mar, andar de bicicleta, comer um chocolate sem culpa, desligar o celular, não ver e-mails, não comprar sapatos, não dar satisfação. Entrar de roupa mesmo no chuveiro ou abrir a janela e grite sem dó. Sentiu o alívio? 
Faniquito faz bem. Açucar e afeto também.
Se felicidade é momentânea, ser livre é quase um dom. 
Imagem: reprodução
Quer ser livre? Liberte-se. 
Quer fugir? Vai em frente. 
Vai para onde? Pro mundo. 
O Teto da vida? Céu azul. 
Abre a janela e solte o grito. Liberdade a gente escolhe, vale lembrar. 

1 comentário

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.