Sobre um tipo de amor

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Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente…” Acho que essa é uma das definições mais famosas sobre o que é o amor. Ela é linda, faz muito sentido, mas não me contento com ela. Nem com algumas outras que vi por aí.

São tantos outros significados que atribuíramos ao amor, porque cada um de nós tem algo único a pensar sobre o ele. Depende de quem é, com quem é, como é.

Já vi o amor ser simples e complexo, leve e sofrido, abstrato e concreto, te deixar nas nuvens ou ser o empurrão para você saltar do abismo. Sendo tudo isso junto, sendo escasso ou sufocante. Utópico ou realista – até demais.

Já vi até o amor sendo ódio, como diz Chico Xavier: ódio é amor que adoeceu gravemente.

Isso é o que nos fascina sobre o amor. São tantas versões para interpretar, que uma coisa é certa: o amor é infinitamente livre!

Nessa imensidão filosofias amorosas, escolhi uma que foi amor “à primeira vista”. Nunca me esqueci de quando leram aquilo que, para mim, é a definição mais perfeita que existe sobre o amor. É assim: Amor non quaerit causam, nec fructum.

Estava na aula de literatura e meu professor leu o sermão “O Amor Fino”, do Padre Antônio Vieira. Essa frase me invadiu, me tirou o fôlego e virou meu mantra que hoje carrego no meu braço esquerdo, bem perto do meu coração.

Amor fino não busca causa, nem fruto.


Foto: Natália Mota com uma ajudinha do Vagner Milaneze 🙂


Não se ama porque alguém te ama, e não se ama para que te ame. Simplesmente você ama. Sem explicação, motivo ou razão. Sem mais, nem menos.

Esse é o amor que eu busco. Não quero ter que explicar nada a ninguém, não quero que seja obrigação, nem gratidão, nem interesse. Amor não é moeda de troca, não é negociado.

Quero que seja o amor puro, quero que seja somente o amor fino.

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