Tá na cara

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“Meu rosto é um transmissor transparente de cada pensamento meu.” 


                                             Comer, rezar e amar.


Chegando a época de ganhar presentes, me veio à cabeça aquela típica cena de abrir um embrulho de presente de uma tia que não vejo há séculos. Eita, aí já viu… Rasgo o papel naquela empolgação e quando abro… surpresa! Surpresa, não. Decepção.

(Só falta tocar aquela música no fundo de quando alguém erra a pergunta em um programa de TV.)

E quando isso acontece comigo… não tem jeito. A cara denuncia como se tivesse um neon piscando!

A frase do livro Comer, rezar e amar é bem por aí.

Mais do que estar na cara os pensamentos, estão os sentimentos. Na alegria, na tristeza, na euforia, na raiva, na frustração… O rosto me delata sem dó nem piedade.

Imagem: Reprodução.
Linhas de expressão? Vou ter várias. E em breve! Um conjunto de contrações dos meus músculos faciais se combinam e, dependendo de como, vem a cara que traduz o que tá lá dentro da cabeça e do coração.
O problema é que logo sacam qual é. Nenhum mistério, me entrego sem nem perceber e se percebo, faço cara de que percebi. Pronto, já era.

Mas tem o lado bom, quando é felicidade, é mesmo. Aí que eu não faço a menor questão de esconder! É um tal do olho brilhar, da boca mostrar os dentes, da bochecha sobressair… O corpo inteiro se contagia com o rosto e, em cada gesto, tem alegria, alegria verdadeira, que todo mundo para e repara. 

Viver e não ter a vergonha de ser feliz – nem triste, nem puta da vida, nem de saco cheio, nem apaixonada, nem encantada … Não tem como disfarçar, tá tudo na cara.



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