TODOS OS TEXTOS MACHISTAS QUE JÁ ESCREVI

0

Leia ouvindo: Loli Molina – Un bosque de pajaros blancos/Joga

Um passado, bem ou mal escrito, precisa ser lembrado. Com certa frequência inclusive. Erros, acertos, mudanças, opiniões. O livre-arbítrio deve ser usado sem medo, com o máximo de consciência, e principalmente, responsabilidade.

Consciência talvez seja a palavra da vez. Com decisões mais conscientes, o futuro parece ser melhor projetado, que é bem diferente de ser controlado. Como sabemos, a tentativa de controle, em qualquer situação que seja, é o começo do fim.

Com muita frequência leio conteúdos antigos que escrevi. Tenho as mais diversas reações, que vão do abraço a raiva. Muita coisa é difícil digerir. Lembro dos personagens que me inspiraram a escrever. Revejo fases, cacos, superações, vivo de maneira intensa as historias que me trouxeram até aqui.

Fotografia: Juliana Manzato

Todos os textos mais machistas que escrevi me fazem frequentemente refletir o quão enraizado estava esse outro lado que vivi. Análise de fora, e sem misturar emoção, entendo o contexto. O pior machismo é o feminino. E por mais boçal que pareça, esse é aquele que liberta, principalmente quando você se analisa de outra perspectiva.

Muitas vezes precisamos do extremo para chegar no meio termo. Não que o extremo tenha que ser escolhido em todos os casos, pelo contrário, é sempre melhor evitá-lo. Mas se chegarmos até lá, o melhor a fazer é analisar.

Qual foi o contexto? Coerência é isso, não só analisar os fatos, mas o contexto. A mudança acontece quando a gente se analisa e entende o momento, as pessoas ao redor, as escolhas. Perceba que a análise não acontece de fora para dentro, mas sim, de dentro para fora.

O questionamento traz direcionamento. A nossa essência pode não mudar, mas as nossas opiniões, quanta diferença.

Temos o privilégio de poder mudar, inclusive de opinião, todos os dias. Não são só meus textos que refletem mudança, o Facebook e suas lembranças trazem a tona opiniões que um dia tive e hoje, não fazem qualquer sentido.

Cheguei a pensar na possibilidade de deletar alguns textos, mas sabe, cada palavra escrita ali me trouxe até aqui. (Mesmo que possam ser usadas contra você? Mesmo assim). Quem nunca pediu desculpas não sabe a puta sensação boa que é poder voltar atrás e fazer diferente. Diferença.

O machismo me trouxe para o tal do empoderamento feminino. Eu me encontrei ali e fez quase tudo mudar por aqui.

Um tom mais brando. Contextos. Ferramentas. Entendimento. E entre tanta coisa, a prioritária, ajudar mulheres a compreenderem que o empoderamento feminino é algo muito maior e cotidiano do que imaginam.

Empoderamento feminino não é olhar para fora, o primeiro passo é olhar para dentro, para você. Lá fora a gente encontra informação, aqui dentro resolução.

Quando tiver um tempinho, comece com esse link aqui: http://www.onumulheres.org.br.

Talvez tudo comece a fazer um pouco mais de sentido. Talvez gere incômodo, mas deixa eu te contar uma coisa? Todo incômodo busca por cura.

Juliana Manzato

Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras.Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Faz da vida poesia e textos. Muitos textos!Sonhos? Vive deles
Juliana Manzato

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.