CULTURA POP | UM MUNDO SEM PRÍNCIPE ENCANTADO

Luiza Pellicani

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Leia ouvindo: I Am Moana (Song of the Ancestors) by Rachel House, Auli’i Cravalho

Falar sobre príncipes encantados está dentro da nossa rotina, quem nunca sonhou com um cavaleiro que nos socorre de todos os problemas? Fomos criadas aprendendo amar todas as princesas da Disney e suas necessidades de proteção. Há ainda quem diga, que a mulherada cresceu com o óculos cor-de-rosa da vida presa ao rosto graças a esses filmes, mas não é bem assim, sabemos.

A necessidade de retratar o feminino por meio da fragilidade e encantamento a cerca de um príncipe encantado mudou, agora a própria Disney que nos criou e inspirou a ter a necessidade de um belo vestido rodado, cabelo sempre feito, maquiagem e fadas madrinhas ao nosso redor, é a mesma que continua a ensinar, só que outras coisas. Por isso, precisamos urgentemente falar sobre Moana – Um mar de aventuras.

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O filme conta a história da filha do chefe da ilha de Motu Nui, na Polinésia, que desde pequena convive com a expectativa do pai de que se torne a nova líder da tribo. Só nisso já começamos começaramos a ver a diferença no discurso, né? Além disso, a dinâmica em mostrar como nossos pais tentam nos protegem e nossos avós nos fortalecer é apresentado com um enredo de marejar os olhos de qualquer coração peludo a cada bombardeio de frases cheias de inspiração da família da aventureira.

Mas essa história tem um porém, Moana vive em um tornado de emoções, afinal ela quer desbravar o oceano, mas é sempre desencorajada pelo pai por conta dos perigos do mar, enfatizando que a ilha dá todo o sustento que necessitam.

O ponto chave da história é quando ocorrem por grandes mudanças na zona de conforto criada dentro da ilha para todo a população. Então vemos a heroína Moana, que não tem preocupação com vestidos, mas sim seus anseios pessoais, a necessidade de aventura e o bem estar de sua ilha, desbravar sua essência e não esperar que ninguém solucione seus problemas buscando si mesma resolver tudo.

Moana então parte em busca de Maui, um semideus que pode ajudar a reparar o terrível momento da ilha. Com o encontro é criada uma dupla imbatível causada por uma união pouco provável. Da parceria com o lendário semideus Maui rendem frases de reflexão como “Se você usa um vestido e tem um bichinho, então você é uma princesa”. Ela usa saia e tem seu mascote, sim, mas a reflexão e a resposta de Moana para esse questionamento fazem o momento especial e super marcante.

A força e o coração de Moana nos levam das lágrimas aos risos. Muitas vezes sentimos a necessidade de pular na tela apenas para ajudá-la em momentos cruciais e em outros abraçá-la como se fossemos melhores amigas.

Imagem: reprodução

A jornada é incrível e ver Moana se tornando a rainha da parada toda é estimulante. Mas quem quiser saber mais sobre essa jornada vai ter mesmo que assistir. Vá com a certeza que é um filme bonito, divertido e que entrega muita alegria ao espectador, seja ele adulto ou criança. Com o adicional das mensagens transmitidas e quebra de alguns paradigmas que a Disney já estava disposta a quebrar.

Luiza Pellicani

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
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