Um pouco mais de nudez

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Nua, crua, ela estava lá de verdade, sendo ela. Jeito, manias, olhares, sorrisos e poses. Não precisava se esconder atrás da imagem de boa filha, boa esposa, boa irmã, boa amiga. Ela estava ali sendo ela. Não falo da nudez do bumbum de fora, estou falando da nudez da alma, de uma liberdade sem fim…

Utopia?

Imagem: reprodução

Faz tão bem ser a gente mesmo, sem crise ou julgamento, sem ter ninguém enchendo o saco dizendo a maneira de agir, falar, comer ou ser chic correta. Às vezes a gente só quer estar ali, nua, crua e verdadeiramente feliz, sem pensar muito.

Ter uma família que aceite do jeito que é. Ter aqueles amigos que apoiam tudo, e que nunca julgam ou aquele namorado que te acha linda e te aceita do jeito que é. A nudez de alma é mesmo linda, e até utópica, fazer o quê! Somo acostumados a viver personagens, como num Big Brother. Nos escondemos atrás de medos, apontação de dedos e politicamente corretos que não são politicamente corretos. Todo mundo erra, julga, volta atrás, vai em frente. Todo mundo se esconde em si, e muita gente na vida do outro.

Ninguém é verdadeiramente nu de alma. Mas se fôssemos, o mundo talvez estivesse melhor, mais verdadeiro, companheiro, sutil e acolhedor. Já tentou imaginar um mundo de pessoas verdadeiras? Você ai que fala demais da vida alheia, já tentou ser mais verdadeiro com você mesmo?

Acho que não adianta nada a gente pedir um mundo de verdade, se escolhemos a mentira. Não adianta pedir para os relacionamentos serem de verdade, quando a verdadeira busca é uma mentira. Não adianta apontar um dedo para alguém sem saber dos próprios problemas e defeitos. Por fim, gostaria de um mundo com menos nudez de bunda de fora, e mais nudez da parte de dentro. Poderíamos inclusive começar do coração. Um coração nú, sem amarras, nós ou laços bonitos. Um coração que pode ser ele mesmo sem ficar angustiado. Que bom seria.

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