Uma caneca de chá e um dia frio, por favor!

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{ Imagem Reprodução } 

Uma caneca de chá me faz feliz, além da parceria em mais um dia frio. La fora chove e aqui dentro também.

Por alguns minutos me pego olhando para a janela, lá fora tudo é infinito, até a chuva que não dá um minuto de trégua. Aqui dentro tudo parece limitado, parado, gelado, e se não fosse pelo chá, diria até congelado. Me pego pensando, será que anda valendo à pena fugir do mundo e se jogar em uma caneca de chá? (Não seria melhor vinho ou vodka? Devaneios)

Não! Respondo em voz alta. Prefiro ficar assim, fechada no meu limitado mundo, que nesse dia de chuva se resume à um coração gelado e meu quarto. As vezes a gente tem que passar por um longo inverno para começar aparecer os primeiros brotos de flores.

Alguns dizem que essa fase fechada não vai me levar para lugar nenhum, outros dizem que fechada desse jeito vou deixar oportunidades passarem, e eu acho que ninguém tem nada a ver com a minha vida, porque na real, só a gente sabe o que passou, onde o sapato apertou e quantas bolhas em carne viva existem ali para serem curadas.

Eu escolhi me fechar e vou continuar assim até quando eu achar necessário, talvez até que a dor passe, ou que o tempo me dê a mão e seja bom comigo.  Mas não importa quando e nem onde, eu estou aproveitando o meu inverno, meu chá e minha vida dentro do meu mundo.

Estou naquela fase de silêncio, de frio, de calma e alma. Quero ouvir meu coração bater, o sangue pulsar e a vida chegar, aos poucos, mansa. Quero observar o jardim,  e ver onde eu vou plantar sementes, onde vão ficar as rosas, as orquídeas…

A única certeza que temos é que depois que o frio passa, o calor toma conta. Como diria Augusto Cury: “(…) Descobriu que as flores não surgem nas primaveras, mas no rigor do inverno. Nas primaveras apenas se manifestam. A natureza é sábia. Não tenha medo dos invernos. É tempo de flores.”

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