UMA CARTA, PARA AQUELE QUE TALVEZ ESTEJA PRESO NO CORAÇÃO

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Leia ouvindo: Hudson Taylor – Feel It Again

Eu não sei se vou fazer parte do seu futuro, mas de alguma forma quis me fazer presente nele. Assim, entre uma roletada e outra nos batentes e porta, um pano úmido passado nos azuleiros da cozinha ou esfregando freneticamente os vidros da sua sacada, eu quis registrar minha passagem por lá em forma de lembrança.

Fotografia: Juliana Manzato

Mesmo que daqui a duas semanas eu não seja presença na sua vida, pelo menos deixei registrada a minha passagem em forma de carinho, da única forma que poderia retribuir, pela simples presença da sua intelectualidade irritante, suas mãos quentes em minha cintura ou o seu cérebro inteligente instigando o meu viciado.

A minha inquietude ficou mais quieta por conta dos seus conselhos. Não preciso mais do glitter do carnaval colado ao corpo, não preciso mais de Hero do David Bowie tocando a todo vapor na madrugada para me sentir viva. She´s a Maniac do Hall and Oates não se faz mais necessária.

A grande tempestade e os períodos negros foram dispensados e consigo conviver com o meu próprio silêncio, mesmo que interrompido pelo seu caminhar ou o questionamento sobre alguma ferramenta.

Eu dormi e no meu sonho retumbante da imensidão de brumas e subterfúgios em palavras pomposas para dizer nada, ouvi seu sorriso, vi sua energia e toquei sua alma desejando que o presente parasse só por um segundo para que a minha felicidade nunca mais fosse dúvidas nesse meu sonhar.

Luiza Pellicani

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
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