11.01.2011 |

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“(. . .) Olhar, reparar tudo em volta, sem a menor intenção de poesia. Girar os braços, respirar o ar fresco, lembrar dos parentes. Lembrar da casa da gente, das irmãs, dos irmãos e dos pais da gente. Lembrar que eles estão longe e ter saudades deles. . . Lembrar da cidade onde se nasceu, com inocência, e rir sozinho. Rir de coisas passadas. Ter saudade da pureza. Lembrar de músicas, de bailes, de namoradas que a gente já teve. Lembrar de lugares que a gente já andou e de coisas que a gente já viu. Lembrar de viagens que a gente já fez e de amigos que ficaram longe. Lembrar dos amigos que estão próximos e das conversas com eles. Saber que a gente tem amigos de fato! Tirar uma folha de árvore, ir mastigando, sentir os ventos pelo rosto. . . Sentir o sol. Gostar de ver as coisas todas. Gostar de estar alí caminhando. Gostar de estar assim esquecido. Gostar desse momento. Gostar dessa emoção tão cheia de riquezas íntimas. Pensar nos livros que a gente já leu, nas alegrias dos livros lidos. (. . .)” Manoel de Barros
2011, sorte, amor, alegrias, sucesso e realização!
Beijos
Juliana Manzato
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