SOBRE RECOMEÇOS

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Primeiro veio o esporte. Depois, o jornalismo. De lá pra cá já são mais de dez anos entre sonho, realidade e flertes com a frustração – de não saber jogar bola, o encantamento com o basquete sem ter altura suficiente e o encontro com a corrida em uma época cheia de ansiedade.
Entre encontro e desencontros, um relacionamento avassalador. Conheci a corrida e me apaixonei. Encarei um treinamento difícil pra uma meia maratona em quatro meses (só façam isso com acompanhamento técnico), fiz provas, rodei quilômetros durante um ano e meio e, me separei. Passei dois anos e meio longe da válvula de escape para minha ansiedade.
Envolvida no ritmo frenético e audacioso do meu trabalho, encarei a não rotina dos horários jornalísticos e empreendedorismo. Uma aposta bem sucedida, não se pode reclamar, mas, o esporte me faz falta.
O esporte tão presente nos meus dias, através do meu trabalho, passou a ser um peso por me afastar da corrida. Decidi que 2020 era o ano de fazer diferente. Chegando nos quase 30 (faço 26 em breve e estou
mais perto da próxima década do que da última), todas as reflexões começam a se fazer presentes.

Porque me levar tão a sério? Porque não aproveitar o treinamento como um momento meu? E entre tantos pensamentos, fiz ação. Contabilizo duas semanas desde que vesti meus tênis e voltei a trotar.
Os recomeços doem. O seu corpo não é mais o mesmo. Entender o processo e amadurecer a corrida é difícil – mesmo que o corpo tenha memória. Não é só retomar o ritmo, é, também, não pegar pesado com você mesma.
O esporte é o reflexo da nossa vida. O esporte é o reflexo das nossas relações humanas. E é exatamente por isso que o esporte precisa estar de uma forma leve na nossa rotina!
Te convido a vir comigo nessa retomada e por que não (?!) jornada de auto-conhecimento. Vamos juntas?

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