A arte em sair de cena…

Ler revistas como a TPM, me faz um bem danado, ainda mas quando dou de cara com artigos tão geniais como o de Antônia Pellegrino sobre “Sair de cena”.
Fiz questão de copiar alguns pontos que particularmente: AMEI! Afinal, sair de cena não é tão fácil como a gente pensa…

“Dificilmente introjetadas, mas necessárias. Sair de cena é um exercício de subtração que vai sendo aperfeiçoado na hora de pedir água e não mais uma dose, de chamar o táxi, de ir dormir sozinha em vez de mal acompanhada, de não insistir pela terceira vez na mesma idéia em uma reunião (…)

“(…) Se seu namorado te deu um perdido madrugada a dentro, e se ainda há amor, em nome dele, não ligue 12 vezes, mande cinco mensagens de texto ou apareça no bar com um rolo de macarrão em mãos. Segure sua onda e, ao alvorecer, horário em que a figura provavelmente voltará encachaçada para casa, saia, evitando o confronto.”

“Sair de cena não é deixar de tentar nem se separar ao primeiro sinal de crise. É seguir em firme no desejo de manter a relação, mas lutando de maneira passiva, com a delicadeza de quem tem um recém- nascido nos braços. Tenha medo de ficar, não de se tornar ausente, distante, memória. Abrir espaço é um ato de coragem. (…)”

“O cineasta George Lucas diz que os grandes filmes podem ter segundos atos medianos, desde que seus começos sejam ótimos e os fins espetaculares. Uma grande entrada em cena pode anunciar um triunfo, mas uma triunfal saída de cena faz do último fotograma uma bela memória, a última sensação que você deixa no outro ser guardada no peito com amor.”

Antonia finaliza o texto com George Lucas… genial!

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2 comentários em “A arte em sair de cena…

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