A MÚSICA QUE ME LEVA PRA VOCÊ

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Leia ouvindo: Chet Faker – 1998

Não quis ouvir a sua voz dentro da minha cabeça. A memória fez com que a sonoridade do pensamento parecesse que era você ao meu lado. Mais uma vez me guiando pelos caminhos mais obtusos do mundo.

A voz que apareceu quase em forma de música, tirava das brumas do esquecimento um passado que ainda dói. A voz era uma lembrança e reflexão aguda que eu cheguei até esse momento com as minhas próprias pernas.

Juro que quando fechei os olhos bem forte, senti sua mão no meu ombro. O toque foi tão sutil que quase não pude ignorar.
Refleti e me senti sozinha, mesmo que a sala estivesse cheia.

 

Quantas vidas daria para que sentisse novamente o hálito quente que saia da sua boca quando gritava os conselhos mais absurdos. Quando gritava para que cada palavra sua fosse consumida pelo meu cérebro teimoso e lento.

Não quis ouvir a sua voz, não quis sentir seu toque, não quis mais as lembranças. Te guardei no coração em um compartimento tão especial para que nunca mais saísse.
Aquela música teimosa do Spotify foi a responsável.
Aquela música dos nossos planos e do futuro que desenhava para mim. Desculpa se eu não vou conseguir cumprir seus planos.

Tentei, não deu e enfim encerrei por aqui.

Luiza Pellicani

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