A NOITE EM QUE USEI CAPA

Leia ouvindo Heroes – David Bowie

Depois que assisti The perks of being a wallflower (2012) _As vantagens de Ser Invisível_ vivia imaginando quando teria o meu momento dentro do túnel, que para mim tem um significado da busca pela liberdade. Para quem não viu a cena, é um momento quando toca Heroes do Bowie enquanto as personagens passam por um túnel dando uma sensação única de desprendimento e liberdade.

Rezei todos os momentos até agora para me sentir uma heroína por alguns minutos compartilhando esse momento com quem importa no meu hoje.

Graças a amigos especiais e a um final de semana regado a várias horas sem dormir, posso dizer que tive meus momentos de pura liberdade. Com direito até vento batendo na cara em alta velocidade e braços abertos para sentir a vibração entre os dedos.

Vivi momentos, onde a união, amizade e diversão me conectaram as pessoas que eu amo e que mesmo que tudo mude amanhã farão parte das minhas melhores lembranças de liberdade.

Quem não deseja ter amigos aos quais confia todo seu desprendimento? Que pode se desnudar das conveniências do mundo e ser o que quiser? Sem medo dos esteriótipos presos na ponta da língua de tanta gente.

Pic: Paulo Manzato Jr.

Quem não deseja conhecer pessoas que te fazem sentir tão seguros a ponto de libertar a alma mais sem frescura dentro do seu ser, entregando de corpo e alma seu coração para devotar o amor mais puro que pode desprender para uma pessoa?

Eu fui heroína por uma grande parcela de horas, por um dia, onde nada me fez querer ficar mais acordada para poder presenciar todos os momentos da sagacidade pura dos jovens maduros de sonhos.

Assisti e participei dos sorrisos mais enebriados ao álcool que você pode imaginar e vivenciei experiências dignas de filmes americanos sobre noites sem fim.

Um filme que poucas pessoas viram do começou ao fim, mas cada participação tem um cunho especial dentro da minha memória. Um filme que me rendeu tanto prazer que ainda posso sentir o sorriso da minha alma mesmo depois de uma tristeza por uma fase não compreendida.

Fechar os olhos e reviver momentos em flashs, me sentindo querida, amada e cuja companhia foi bem benquista e não foi pesada, só me dá força para seguir em frente.

Então, por isso toda vez que penso naquela fatídica noite de março, sempre penso em Bowie e nesse trecho: “Eu vou beber o tempo todo (…) Nós poderíamos enganar o tempo, apenas por um dia.” E com o tempo enganado por um dia, as melhores memórias foram gravadas.

Luiza Pellicani
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Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.

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