A RESPONSABILIDADE DE NOSSOS SENTIMENTOS

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Leia ouvindo: IZA, Liniker e os Caramelows, Nina Maia – I will Survive

Atualmente muito do que lemos e faz parte da nossa rotina de absorção de conhecimento, vem por meio da internet. Já parou para analisar como os nossos sentimentos estão sendo tratados, por nós mesmos?

Não é uma análise simplória de um único perfil ou um único amigo de internet, ou até a uma página de inspirações no Facebook, Instagram ou Pinterest. É um fato!

Fato esse, que nos traz para a seguinte conclusão: sentimentos, principalmente de dor e de relacionamento amoroso, dá público, dá lágrimas, dá identificação! Quantos textos lidos cujo primeiro pensamento foi: “Jesus, o Cotidiano Dela escreveu isso para mim”.

Com tamanha identificação, não é de se estranhar que em vários momentos buscamos afagos em formato de texto, de foto, de amigos na mesa de bar. Nesses subterfúgios, vamos esquecendo de analisar o que nós mesmos sentimos. Acaba sendo muito mais fácil dizer que nos relacionamos apenas com boys lixos, cuidadosamente adjetivados como “chenoboy”, sendo que esquecemos que foram nossas escolhas que nos levaram para os braços dele.

Lutamos tanto para conquistar nosso espaço nas salas de reuniões, para mostrar para aquele professor que não é o decote ou a saia curta que define nossa inteligência, entre tantas outras situações, que nos esquecemos que até para sentimentos temos que lutar, muitas vezes, contra nós mesmos.

Fotografia: Juliana Manzato

A sociedade patriarcal faz com que a consciência geral seja de envolvimento com o outro. Envolvimento de afeto, carinho, entendimento e doação, mesmo que o outro nos faça o mal.

Quantas avós e bisavós, avôs e bisavôs mantiveram relacionamentos abusivos por “obrigação” vinda da concepção religiosa e social? Atualmente isso não se faz mais necessário.

Você não precisa voltar para os braços de alguém sabendo que mais dia ou menos dia, tudo acabará em lágrimas e tristeza frente ao espelho do banheiro. Você não precisa aceitar uma traição. Você não precisa criticar o relacionamento aberto do outro. Nem precisa culpar a outra mulher pela infidelidade de quem te deve respeito.

A sua única responsabilidade é sobre você mesma! O quanto você consegue ou não sobreviver a uma traição. O quando você está confortável por estar em num relacionamento aberto. E não menos importante, o quanto você cobra do outro fidelidade e lealdade, ou a falta de.

Eu sei! Eu sei! É difícil ignorar quando o amor bate na porta, nos pede carinho e transborda no peito a felicidade. Nós escancaramos as portas e deixamos que a invasão se torne lar.

É difícil falar não quando estamos envolvidos. Sempre é mais fácil identificar no outro o lixo, e a si mesmo como uma “mulher fraca” do que se responsabilizar pela escolha que fez.

Você não foi fraca, você fez uma escolha. Muito provavelmente uma escolha errada, mas ainda assim, SUA escolha.

Para tanto é necessário respirar! Não faça nada no calor do momento, reflita, cuide-se! Empondere-se com as suas convicções mais profundas, e pare de projetar a culpa em quem não tem culpa.

Ninguém é responsável por aquilo que você sente, apenas você!

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
Luiza Pellicani

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