A TEORIA DO POTE DE JUJUBAS

Leia ouvindo: U Srinivas – Gajavadhana

Não me lembro ao certo quando li “Porque os homens amam as mulheres poderosas“, só sei que faz muito, mas muito tempo. Lembro que a leitura foi influenciada por amigas que acharam o livro um máximo, e também porque as regras ali determinadas funcionavam de fato. Bom, pelo menos é o que diziam.

O livro é bom, engraçado, irônico muitas vezes e…cheio de regras de conquista (!). O que me incomodou muito, confesso. Sempre achei esse passo a passo na conquista um porre! Porque eu preciso agir assim ou assado para o cara gostar de mim? É eu sei, é uma revolta inicial e até meio difícil quebrar essa barreira. Mas a maturidade traz algo muito bom: suas conquistas, suas regras.

A Teoria do pote de jujubas que eu levo para a minha vida – e aplico em diversas situações, descobri no livro e acabou se tornando uma “teoria adaptada”, digamos assim. A autora criou a teoria para falar sobre sexo. Aquela velha máxima sobre transar ou não de primeira, ou até mesmo transar depois de “quatro encontros”. BLÁ. Na visão dela, o sexo é o pote de jujubas tão desejado. Se entregue logo de cara para quem pedir, a guloseima perde a graça.

Não é uma visão destorcida, pelo contrário, pode até ser uma bela analogia. Mas para mim a teoria do pote de jujubas vai além, não é só para sexo, é para toda e qualquer negociação que a gente precisa fazer na vida.

E sabe, a vida é PURA negociação! Acostume-se.

Fotografia: Juliana Manzato

A “minha” teoria do pote de jujubas me vez entender sobre amor próprio, escolhas, consequências e principalmente, a relação entre as pessoas – que envolve sim inúmeros interesses.

Você tem ai com você um pote cheio de jujubas suculentas, docinhas e coloridas. Visivelmente esse pote chama atenção de todos ao seu redor, mas veja só, o pote é seu, só seu. Todo mundo vai chegar até você com argumentos, jeitos e atitudes para pedir o que você tem de mais valioso: jujubas!

Com quem você vai querer dividir suas jujubas?

Possíveis respostas:

( ) Com quem é legal com você | ( ) Com quem também divide jujubas com você | ( ) Com quem te faz sorrir | ( ) com aqueles que se preocupam com você | ( ) Com quem te trata mal | ( ) Com quem te faz sofrer | ( ) Com quem pouco se interessa pelo seu dia a dia | ( ) Com quem não dá a mínima para você.

São apenas algumas respostas, preste atenção onde você marcou o x.

Bingo! Uma auto análise foi feita. Rapidamente você identifica o seu mau hábito de dividir jujubas e energia com quem não vale a pena. Isso vale para o boy, para amigos, para colegas de trabalho, fornecedores e clientes.

O amor próprio que tanto falamos tem que estar em todas as suas relações, seja ela amorosa ou não. É a troca! Se você dividir suas suculentas jujubas com quem só te faz birra, preste atenção, ao invés de se sentir completo, sentirá vazio. Jujubas quando entregues ao excesso fazem falta.

A teoria do pote de jujubas não te fará egoísta, te tornará muito mais consciente de suas escolhas e mostrará superficialmente quem são as pessoas com quem você convive. Chega a ser engraçado, mas você aprenderá muito sobre a aquela lição, sabe? Dar sem receber absolutamente nada em troca.

Você aprenderá sobre amor. O real amor.

Vai perceber que tem gente que vive sem ter um pote próprio de jujubas, afinal é gulosa demais para saber sobre sabor/troca. Tem gente que não percebe o valor do próprio pote de jujubas e sai por ai distribuindo, sem perceber que no final o vazio dá trabalho e será necessário encher novamente o pote. E tem gente que sabe dosar as jujubas que entrega aos outros. Isso não significa que não haja desperdício, mas existe a consciência de ter dado de bom agrado, porque naquele momento foi a escolha que fez.

Relações são feitas de necessárias trocas. Entender sobre jujubas, potes e birras faz parte, e sabe, podemos até considerar uma arte.

E ai, com quem você vai dividir suas jujubas?

Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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