ACEITAÇÃO

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Leia ouvindo: Bermuda Triangle – Suzanne

Quanto mais olhamos para dentro, mas refletimos sobre nós e nossos posicionamentos dentro do cotidiano. E dentro de tal olhar, não é tão fácil compreender, sem colocar a culpa em alguém, o mix de sentimentos que invade cada um de nós todos os dias.

Impossível dizer que a tristeza é apenas provocada por alguém, por uma meta não atingida, pelo inconsciente coletivo ou qualquer outra teoria.

Sentados na varanda, decidimos discutir os cosmos, as relações e por que não, a nossa relação. Quase que sem questionar o ouço, tento entender e não brigar em busca da minha razão. Talvez para quem está de fora aquela conversa sobre como a minha carência influência nossas manhãs pareça um traço de relacionamento abusivo, mas não é bem assim. (Os outros nunca vão saber como eu me sinto).

Fotografia: Juliana Manzato

Como poucas vezes na vida, estou com uma pessoa que posso abrir o peito e relatar tudo o que estou sentindo e vivendo. Como poucas vezes na vida, ouço tudo aquilo que o desagrada com empatia.

Sentimento e conduta precisam urgentemente serem negociados em boas conversas sobre a relação. O que gosta ou que não gosta no outro. O que afasta e o que aproxima. É a conversa que martela na cabeça, como se todas as sombras das teorias de Jung salpicassem diante aos olhos.

Dá raiva, medo, tristeza, mágoa, insegurança. A noite fica longa demais na cama. O estômago revira, mas nada disso tem que ser deixado de lado. Cada sentimento negativo deve ser vivido com o mesmo sabor dos bons, pois ambos são necessários para o aprendizado.

Sentir e descobrir as formas de como lidar com tais conversas é essencial. Relacionamentos precisam de manutenção constante. Não se engane, tais conversas vão continuar acontecendo.

Sentados na varanda, às vezes é conversa, às vezes é silêncio.

Luiza Pellicani

Jornalista que perdeu o filtro quando nasceu. Fala e faz o que dá na cabeça. É apaixonada por jornalismo, escrita, música, vida e por pessoas. Balada é comigo. Cinema é comigo. Netflix é comigo. Família é comigo. Nos amores, aproveite, as coisas podem mudar. E não esqueça, máxima do 8 ou 80 não funciona comigo.
Luiza Pellicani

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