Agroboys

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Não é novidade para ninguém que mulheres gostam de homens mais “rústicos”, digamos assim… Barba a fazer, cabelo bagunçado, jeans, camiseta branca e tênis são as nossas queridas escolhas. Percebam que a nossa escolha é simples. Apesar de roqueiros, alternativos, meninos de camisa xadrez ou até mesmo os homens de terno nos chamarem a atenção, existe uma outra “classe” colocando as asinhas de fora. São eles, os “agroboys”. Para muitos, caipiras ou jecas que puxam o “r”, que são tímidos, que só sabem falar de pasto, acordar às 5h da manhã para trabalhar na roça e se encantar com a cidade grande. Para nós, estranho ser do sexo feminino, uma junção de simplicidade e virilidade que enche bastante os olhos.

Convenhamos, tudo isso mudou. Ok, eles continuam puxando o “r”, mas quanta diferença no estilo e na inteligência.

Eu sou uma “caipira” com orgulho! Nasci em Amparo e cresci em Pedreira, cidades pequenas do interior de São Paulo. Convivi com os “agroboys”, e hoje ainda morando no interior, em Campinas [Sim galera, CAMPINAS É INTERIOR!!!!!!!!!!! Gente, momento desabafo. Os Campineiros acham que Campinas é capital, chega a ser contraditório com o comportamento], convivo com os “agro-city-boys”. São aqueles meninos com um pezinho na roça e a cabeça na cidade grande.

Eu não chego a ser contra os “agro-city-boys”, acho até uma junção interessante, se formos pensar separadamente nas características de cada um e, ao mesmo tempo, juntando-as.

Pensa comigo: não seria uma delícia ter ao seu lado aquele rapaz que é doido pra desbravar New York City, a metrópole mais famosa do mundo, mas chegar lá e se deslumbrar tanto com as luzes de Times Square que quer tirar uma foto pulando bem louco no meio da avenida mais movimentada dos Estados Unidos? Ou então sair com aquele gato maravilhoso pra jantar no restaurante mais badalado de São Paulo e terminar a noite numa chácara no meio de Joaquim Egídio (vulgo: mato) tomando um café com leite e olhando as estrelas?

Na moda contemporânea, tem muita especialista por aí dizendo que menos é mais. Quer saber? Acho que isso se aplica à vida, de uma forma mais sutil. Quanto mais os homens se elaboram em roupas de marca e carros “carésimos”, mais distantes eles ficam da simplicidade que procuramos nos relacionamentos. Quer coisa mais simples que uma única rosa, comprada no semáforo pelo senhorzinho que vende pra arrecadar um trocadinho, e entregue na maior ingenuidade, do fundo do coração, e falando “amorrrr, eu amo tu”? A essência caipira tem muito a ensinar pra modernidade da cidade grande. E para as mulheres da cidade grande. Como já disse, vamos deixar o nosso lado masculino de lado, e receber a rosa com todo o amor e carinho.

Rapazes, exponham o caipira que existe dentro de vocês! Explorem suas barbas mal feitas, abusem do estilo casual sem medo de ser feliz (e de nos fazer felizes também), não se envergonhem do “R” puxado que a gente acha uma gracinha e tenham orgulho se sentirem emoções extremas ao se deparar com novidades dignas de cidade grande. A Rosinha que vive dentro de nós tá doidinha procurando o Chico Bento perdido…

O texto de hoje teve participando especial da Dona Bianca Ferreira, nova colunista aqui do Dona Oncinha 🙂  Já já vamos ter mais textos dela, aguardem!!!!!!!!!!!

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6 Comments

  1. Bianca says

    Isso aí, homens, não tenham medo de parecer “pouco”! Nós apreciamos a simplicidade! 🙂

    Adorei participar! Estou empolgadíssima!!

  2. Danielly Santos says

    Logo eu que fui criada em Pedreira não poderia deixar de comentar aqui o meu ponto de vista sobre esses “caipiras”,ponto de vista este que está de acordo com todos usados na construção do texto, e eu tenho algo a dizer : “SAUDADE da roça e dos caipiras!”haha..
    Que eles não percam sua essência, que continuem enchendo os nossos olhos e que as pessoas descubram que há muita cultura/charme em ser caipira!rs
    Beijoo, Oncinhas!

  3. ronielfelipe says

    Gostei, Juh. Como sempre costumo dizer, menos é mais. Vou comprar uma butina do Chico Bento, mas não chegue perto de mim para não se apaixonar. Sou criminoso, e minha especialidade é rapelar o pomar do Nho Lau. Bom post. Beijo, Rosinha de roupa de oncinha.

  4. Doce Veneno says

    eu nunca curti um caipira não…rs.. mas namoro um Campineiro a 3 anos e meio já! =X

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