Sobre os caras que tive | Ainda somos os mesmo

Leia ouvindo: Cold War Kids – “Hang Me Up To Dry”

Sempre acreditei que o universo conecta as pessoas através de suas linhas tortas. Um acaso não tão acaso assim. Tudo sempre tem um bom motivo para virar saudade, aprendizado ou ser eternizado. Talvez seja essa uma boa explicação para o tal do Karma.

Talvez ele fosse o meu Karma. Seis anos depois, um reencontro. É assustador e surpreendente reencontrar com alguém depois de tanto tempo. Alguém importante, que te conheceu de verdade e na verdade. Simples, crua e sem tantas frescuras.

Ele é uma daquelas boas lembranças da minha incrível época da faculdade. Foi com ele as minhas histórias mais loucas e engraçadas. Ele é de longe o cara mais gente boa que eu conheci na vida. Aprendi sobre futebol e Copa do mundo com ele. Sobre vinhos e cervejas também. Nunca nos faltou assunto, em todos os sentidos que se possa imaginar. Sempre fomos os opostos mais iguais que conheci.

Tem gente que a gente precisa reencontrar de tempos em tempos, só para lembrar de todas as histórias boas que passou junto. Também para ter certeza que algumas coisas mudam, outras nem tanto – por mais que a gente queira. Eu tive e vou ter outras histórias, ele também, mas isso nunca vai mudar o que passamos juntos ou o que significamos um para o outro.

Ainda somos os mesmos. Mudamos de idade, cidade e algumas opiniões. Ainda somos bons acumuladores de histórias.

– Parece que nem se passaram seis anos.

Faço o sim com a cabeça e caímos na risada.

Terça 2

[ Imagem: reprodução ] 

Parece que foi ontem que fomos almoçar e decidimos deixar a nossa história naquela mesa. O “se cuida” no final de tudo foi essencial, de certa forma fizemos isso. Parece que foi ontem que você me contou que estava mudando de cidade e eu de emprego. Parece que foi ontem que curtimos a foto um do outro no facebook com os respectivos, que obviamente viraram “ex’s”. Parece que foi ontem que a gente se perdeu de toda a nossa história.

No auge do nosso reencontro a gente só queria achar um porquê. Afinal, por que não havíamos assumido para o mundo o que o próprio mundo já sabia? Sempre estivemos juntos, só não rotulamos de namoro na época.

E foi assim, que naquela sexta-feira o passado se tornou presente. Tentamos achar uma explicação para o que na verdade não tem explicação, simplesmente não deu.

Como bem resolvidos que somos optamos por deixar como estava. Dessa vez só mudamos o rótulo dos vinhos. Sempre fomos de Chileno, a escolha naquele dia foi por espanhóis. Sinal dos novos tempo? Talvez.  A verdade é que continuamos com a alma jovem, mesmo com o corpo não reagindo muito bem no dia seguinte de três garrafas de vinho.

Até a ressaca continua a mesma, e olha passou longe de ser moral. Foi a ressaca mais divertida dos últimas tempos. Foi uma mistura boa de vinho com boas lembranças. Alguns brindes e outra vez um “se cuida”.

2015_Ju

Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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