ARRUMANDO A BAGUNÇA

Lembre-se que nem sempre os conselhos da sua mãe serão os melhores, mas isso não significa não ouví-los.

Leia ouvindo: Cat Power, Lana Del Rey – Woman

Dessa vez ela não queria ajuda de ninguém, tinha que resolver sozinha. Alguns falaram que era fuga, ela preferiu chamar de manifesto ao amor próprio.

Deu a mão para vida e levou na mala suas angústias, dúvidas, alegrias, tristezas e histórias. A mala era de quem saia de casa sem rumo, levando o necessário para viver – ou seria sobreviver?

Ela sabia que a melhor análise seria feita longe do incomodo. Era a sua dor, choro, abraço e escolhas. Era preciso arrumar toda aquela bagunça e dar o devido fim ao que não tinha mais serventia. Saiu pela porta pensando em si, os outros eram os outros, e estava tudo bem pensar assim.

Tudo que a gente precisa vez ou outra é dar um tempo, fazer um detox, desconectar, desligar o telefone e ficar de boas. Uns vão se encontrar no silêncio, outros vão precisar de música alta. Só nós sabemos o tamanho da nossa bagunça, e quanto tempo vamos precisar para organizar.

Não se apresse, mas também não deixe o tempo passar. Se precisar de ajuda, não hesite em pedir. Não deixe a bagunça acumular. Não deixe de avaliar o que acumula e por quê. Vá para longe sempre que sentir necessidade e tente não se influenciar pela opinião dos outros. Lembre-se que nem sempre os conselhos da sua mãe serão os melhores, mas isso não significa não ouví-los.  Se o cansaço te derrubar, aproveite para dormir. Acorde mais cedo no dia seguinte, faça um café e comece de novo.

Está tudo bem seguir assim.

Continue fazendo como ela: pegue a mala e tire um tempo para pensar em si. Não é egoísmo, tão pouco ingratidão, é vôo solo, aprendizado e amor-próprio. É necessário, senão, primordial.

Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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