Ate logo, verão!

Leia ouvindo: La+ch – You Are My Summer Feat. Coleman Hell & Jayme

Não sei o quão boa sou com despedidas. Ressalva para aquelas despedidas das pessoas (ou coisas) que a gente mais gosta. Meu coração grita miúdo. Até o mais breve dos “até logo” parece um golpe forte demais para mim. Tenho certo apego por pessoas e coisas.

Domingo me despedi do verão. Foi uma despedida feliz, pé na areia, dia bonito, calor, mar calmo, gente querida ao redor. Mas até mesmo a mais feliz da despedidas vem com certa tristeza. Peguei os dias bonitos da minha estação preferida do ano e guardei na caixa de memórias.

Foi realmente um verão bom, cheio de histórias e lugares preferidos. Fiz amigos incríveis, revi outros tantos, provei sabores, tive amores, transbordei coração, senti o gosto de lágrimas, gargalhei infinito, recebi abraços calorosos, bebi drinks saborosos, vivi momentos que marcaram a alma, a calma.

Verões bonitos trazem aprendizados intensos. A natureza e sábia. Vem ai estações mais quietas, que pedem  equilíbrio e reflexão. Como uma boa lição de casa que se preze.

Feita de Maresia 2

[ Ph: @paulo Manzato Jr ] 

Minha lição foi novamente aquela, da mochila leve. Leve com você as coisas mais raras, as rasas podem ficar para trás – sem dó ou piedade. Limpe a mochila, rasgue aqueles papéis com anotações velhas, se fossem tão importantes assim você não precisaria anotar. Comece novamente a folha em branco, coloque ali o breve, não faça planos. Vida certa em rascunhos tortos. Não se preocupe com as linhas, Deus faz questão de cuidar de cada uma delas. O que ele mais quer é que você leve na mochila a lição de casa, justamente por saber que não precisa de mais nada.

Para seguir em frente é necessário organizar as prioridades e elas começam bem naquela pedra no sapato: ter razão ou ser feliz? É hora de pensar na razão da sua felicidade. Esqueça essa história de ter. Quem inventou isso não sabia nada sobre ser. Se for analisar bem, vivemos com pouco. Ser simples é divino. Você não precisa ser aquilo que os outros querem. Você não precisa se afetar com que os outros dizem. Você não precisa de absolutamente de nada que não seja prioridade para sua felicidade.

Já vi gente que precisou perder tudo de superficial para valorizar relações profundas. Gente que era tudo, mas não tinha nada. Gente apegada à cargos e outras largando um CNPJ para viver na praia. Gente que não quer casar, outras que dariam tudo para ter um filho. Gente que está casada, mas no fundo queria ser sozinha e viajada. Gente que ama com a facilidade do trocar de roupa, outras que não sabem amar com intensidade. Aprendi com cada uma delas que na mochila da vida, só a gente sabe o que levar, qual é a nossa necessidade e prioridade, qual é a nossa razão e felicidade.

No fundo, a mochila leve me lembra algumas aulas de matemática. Não importa o caminho, mas o resultado final. Se todos nós aprendermos algo, nada será em vão. VERÃO.

Obrigada verão pelos aprendizados. Que venha o outono com as lições de casa.

2015_Ju

Juliana Manzato
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Juliana Manzato

Apaixonada por amor, cachorros, textos e coisas inspiradoras. Adora fotografia, mar, sol, doce de padaria, verão e olhar o céu azul. Esportista. Feminista. 80 porcentista. Irônica eu? Imagina.

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